Essa semana o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, afirmou em uma entrevista que a Corte se empenhará fortemente na criação de um projeto para impedir os abusos de poder econômico e as influências religiosas nas eleições.

Gilmar Mendes acredita que a proibição das doações empresariais é uma grande conquista, mas não basta, pois as igrejas ainda têm poder de persuasão sobre as pessoas. O ministro também disse que um pastor ou qualquer outro líder religioso pode reunir milhares de fiéis num evento e fazer um discurso sobre o candidato que ele apoia, assim induzindo seus seguidores a votarem em seu candidato, e que isso tem que acabar de alguma forma.

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O presidente do TSE gerou uma polêmica ao afirmar que existe um grande #Abuso de poder econômico quando os líderes religiosos usam o dinheiro da igreja para bancar campanhas politicas, o ministro ainda acrescentou que muitos fiéis doam dinheiro acreditando que esse é o caminho certo para o céu. E finalizou a declaração ironizando que ele não vai para o céu, pois não fez uma doação de cem mil reais para a igreja.

O STE não apresentou quais medidas serão tomadas, mas contará com as leis existentes para tentar bloquear esses abusos. Apesar de a Justiça Eleitoral considerar os casos de abusos religiosos como irregularidades, o TSE exige uma lei para proibir de vez o abuso de poder politico.

Em 2014 o Ministério Público Eleitoral acusou um bispo da #Igreja Universal em Duque de Caxias no Rio de Janeiro, de usar o templo como comitê para ganhar votos.

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No local foram encontrados diversos formulários com o número do prefeito Crivella e fichas eleitorais preenchidas pelos fiéis.

O vice-procurador-geral Nicolao Dino foi responsável por investigar o caso e solicitou na época que o ministro do TSE Herman Benjamin condenasse Crivella por abuso de poder religioso. Hoje três anos após ocorrido o caso ainda não foi resolvido e aguarda apreciação.

De acordo com a professora da FGV Direito Rio, Silvana Batini, é complicado realizar uma investigação profunda sobre as influências religiosas na #Política, e que a Justiça Eleitoral terá um grande trabalho para julgar o que é ou não abuso. Para a professora existem muitos tipos de abuso econômico e não serão simples de investigar, porém o mais preocupante são os casos em que os líderes religiosos afirmam para os membros de sua igreja que eles devem votar em determinado candidato, pois Deus mandou.