A grave #Crise política que assola o país e causa preocupação ao presidente da República, #Michel Temer, deve passar por novos desafios, a partir da constatação por parte do Palácio do Planalto, de que brevemente, uma nova denúncia contra o mandatário do país, supostamente será oferecida por meio do chefe do Ministério Público Federal e procurador-geral da República, #Rodrigo Janot. A denúncia poderá ser baseada em inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República, cujas acusações contra Michel Temer, teriam relação com as práticas de crime de participação de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução da Justiça.

O atual momento é ainda incerto em se tratando da manutenção da base de apoio do governo e as coisas podem se complicar ainda mais, se houver uma 'debandada' do PSDB.

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Entretanto, a bancada do PTB se reuniu com o presidente na noite da última terça-feira (06), no Palácio do Planalto, e concluiu que, por ora, deve continuar apoiando o governo. Segundo o senador Telmário Motta (PTB-RR), "o presidente da República se utilizará de todas as suas forças para não cair e fará tudo o que for necessário para conseguir governar", ressaltou o parlamentar. Telmário ainda foi contundente ao afirmar que "Temer é habilidoso e sabe tratar o Legislativo, já que vai ampliar o diálogo e realizar as reformas necessárias que o mercado quer", avaliou.

Estratégia do Planalto para barrar denúncia

O Palácio do Planalto possui uma estratégia bem clara para tentar 'barrar' a suposta denúncia que poderá ser apresentada por Rodrigo Janot. Uma das principais estratégias do governo a ser tomada, é intensificar o contato com aliados e até mesmo, implementar uma mudança ministerial.

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Inicialmente, o governo já conta com a absolvição no Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após superado esse obstáculo, a intenção é investir na arrumação da base de apoio no Congresso Nacional. À medida que os indícios da denúncia fiquem mais evidentes, Temer lançará mão da estratégia de oferecer a deputados e senadores, o que eles quiserem, principalmente, em se tratando da liberação de emendas parlamentares e cargos na administração pública.

Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar o presidente, com base em conteúdo da delação premiada do empresário Joesley Batista, o Supremo Tribunal Federal deverá ter uma autorização da Câmara Federal, para que abra ação penal contra o mandatário. Para que a investigação não dê prosseguimento, Michel Temer deverá contar com no mínimo, 172 votos dos 513 deputados federais.