O procurador da força-tarefa da Operação #Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima postou em seu Facebook duras críticas contra os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diante do que ele está vendo no julgamento da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014. O procurador mostrou que o povo está sendo enganado por aqueles que julgam já sabendo de um veredito. Lima chegou a dizer que o "cinismo" dos ministros é tão grande e definiu o ato deles nas seguintes palavras: "cegueira intencional".

Segundo Lima, já está tudo certo para livrarem a chapa da presidente cassada Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer e as ações feitas agora são apenas para "disfarçar" uma possível preocupação que existe com a #Corrupção alastrada no país.

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Segundo Lima, não foi porque o PT saiu do poder que a corrupção acabou, ela continua, pois é multipartidária e institucionalizada. A política no #Brasil é revestida de corrupção e sempre foi assim. O procurador terminou a postagem dizendo que: "ou acabamos com a corrupção, ou a corrupção acaba com o Brasil".

Decisão

Os ministros do TSE, comandados pelo presidente Gilmar Mendes, devem se decidir, nesta sexta-feira (9), sobre a cassação ou não da chapa Dilma-Temer. A expectativa é de que o relator, Herman Benjamin, finalize suas indagações e conclua seu voto pela manhã. O vice-presidente do TSE, ministro Luiz Fux, comentou que todos os ministros terão 20 minutos para dar suas posições e seus votos.

Nesta quinta-feira (8), mesmo o relator votando a favor da cassação, o placar seria favorável ao presidente Michel Temer, pois a maioria dos outros ministros tendem a não cassar a chapa.

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Segundo algumas informações, os advogados de Temer e Dilma já estão comemorando a vitória, antes de todo o julgamento acabar. Essa pode ser a razão do procurador Carlos Lima se revoltar com algumas os juízes do TSE.

Os ministros também votaram pelo descarte de provas que haviam no processo das delações dos executivos da Odebrecht e dos depoimentos dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do TSE, Gilmar Mendes, foi um dos responsáveis em retirar as provas da Odebrecht do julgamento da chapa, que é acusada de abuso de poder econômico e de receber dinheiro da construtora via caixa 2. O relator Herman Benjamin não gostou dessa atitude e falou que essa ação seria como "rasgar" a Constituição.

Herman e os ministros Luiz Fux e Rosa Webber foram contrários à decisão de Gilmar Mendes e dos outros ministros de retirarem as provas da Odebrecht do processo.