O procurador da República e um dos porta-vozes da Operação #Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, fez uma grave acusação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Nesta quinta-feira (29), ele postou nas redes sociais, as tentativas do ministro em tentar anular as provas de crimes de corrupção. Dessa forma, o procurador acusou #gilmar mendes de promover a impunidade ao ignorar investigações importantíssimas da Operação Lava Jato.

Lima chegou a criticar Mendes e o ministro Marcos Aurélio Mello dizendo que "os dois morreram abraçadinhos" ao serem vencidos pela decisão da maioria dos ministros do STF na questão favorável ao acordo de delação premiada.

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Para o procurador, a intenção de Mendes é cancelar o acordo de colaboração com a Justiça feito com o Ministério Público Federal, no caso da JBS, e isso seria um grave problema para as outras delações que estão em curso.

Segundo Lima, Gilmar Mendes tenta se valer da "teoria do fruto da árvore". Na explicação dada, Lima disse que a intenção do ministro é anular a delação, anular as provas e praticamente todas as investigações. Na teoria, com a árvore envenenada, o fruto também estaria.

Tese de Gilmar Mendes

De acordo com o procurador, a tese de Gilmar Mendes é prevalecer a anulação das provas ou fazer mudanças em todas as condenações que foram obtidas através dos acordos de colaboração com a Justiça, inclusive, seria algo que destruiria todas as investigações conduzidas pelo juiz federal Sérgio Moro, o grande responsável pela Operação Lava Jato.

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Carlos Fernando percebeu que Mendes aproveita da indignação das pessoas com os benefícios concedidos aos executivos da JBS para fazer os seus pronunciamentos. Só que se for fazer as coisas conforme os desejos do ministro, todos os políticos serão salvos, desde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o presidente Michel Temer, afirma Lima.

Decisão da Corte

O Supremo decidiu, nesta quinta-feira (29), que os benefícios da delação podem ser revistos somente se os delatores não cumprirem os deveres estabelecidos. Caso isso aconteça, o acordo pode ser anulado.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, gostou da decisão da Corte e afirmou que isso traz segurança jurídica aos compromissos. Janot concordou com o entendimento da Corte de que caso se descubra algum tipo de tortura, coação ou qualquer outra coisa entre o MPF e o delator, o acordo deve ser imediatamente cancelado.

A decisão do STF também agradou ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. #Sergio Moro