A crise gerada pelo conteúdo do acordo de #Delação premiada do empresário Joesley Batista, dono da #JBS, continua levantando grande "polêmica" em relação ao encontro com o presidente da República #Michel Temer. A divulgação da gravação da conversa entre o empresário e o presidente, devido às acusações de corrupção que pairam sobre o governo, acarretou o receio de perda da base de sustentação do Palácio do Planalto, principalmente, em se tratando de votações importantes a serem feitas no Congresso Nacional, com objetivo de que haja aprovação das reformas trabalhista e previdenciária.

Entretanto, segundo as investigações da Polícia Federal, o empresário Joesley Batista teria caído em duas contradições, em se tratando do depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República em comparação com a recente entrevista do empresário, dada à revista Época, das Organizações Globo.

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Contradições de Joesley Batista

A divulgação do conteúdo do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista acarretou a observância de alguns pontos que faltam ser bem esclarecidos. Segundo as investigações, Joesley caiu em contradição sobre dois pontos extremamente importantes a respeito de seu encontro com o presidente Michel Temer. As contradições foram percebidas, a partir das informações do próprio empresário que indicou uma data "diferente" em se tratando do seu primeiro contato com o presidente da República. além disso, uma nova versão teria sido dada a respeito dos encontros iniciais com o ex-deputado federal e aliado de Temer, Rodrigo Rocha Loures, do PMDB do Paraná.

Durante entrevista recente à revista Época, Joesley afirmou que conheceu Temer através do ministro Wagner Rossi (PMDB), em 2009, 2010, e que Temer teria dado o seu número de celular, o que se constatou como uma relação direta.

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Já no primeiro depoimento de Joesley à Procuradoria-Geral da República, em 07 de abril passado, o empresário teria afirmado que só teria conhecido Temer, após sua eleição como então vice, na chapa de Dilma Rousseff.

Uma segunda "contradição" verificada por procuradores, é que o empresário teria alterado a ordem dos acontecimentos relativos ao recebimento de uma mala com R$ 500 mil para Rodrigo Rocha Loures, preso em Brasília. Segundo Joesley, teria sido sua própria iniciativa de procurar o ex-deputado Loures, para que fosse um novo "interlocutor" junto ao Palácio do Planalto, em depoimento dado à PGR. Porém, na entrevista concedida à revista Época, Joesley teria omitido a iniciativa de se procurar Loures para que fizesse interlocução junto ao governo, alegando que só conhecia Loures de "vista" e que o presidente Temer é quem teria proposto trazer seu ex-aliado para interlocução do governo junto ao empresário.

Defesa de Joesley se pronuncia

A defesa do empresário Joesley Batista afirmou, através de assessoria de imprensa, que o empresário foi apresentado ao presidente Temer, durante os anos de 2010 e 2011, quando Temer ocupava o cargo de vice-presidente, através do ex-ministro Wagner Rossi.

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Porém, Temer passou a ocupar o posto em 2011, além de a resposta não ter esclarecido o mês que houve o primeiro encontro entre ambos.

Já em relação ao ex-deputado Rocha Loures, Joesley teria confirmado que sabia que Loures seria auxiliar do presidente, mas não possuía proximidade com ele. Entretanto, ao ser questionado sobre a entrevista à imprensa, em que Joesley havia dito que conhecia Loures apenas "de vista", antes de se encontrar com Temer, a assessoria do empresário optou por não responder.