Após uma fiscalização surpresa na cela do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) percebeu que alguma coisa estava errada. Além de investigar e pedir explicações do diretor do #Presídio sobre a quantidade de comprimidos de tarja preta encontrados na cela do ex-governador, os promotores notaram a presença de um colega de cela que não está dentro dos critérios dos presos que deveriam estar nessa unidade.

Há a suspeita de que este companheiro de cela de Sérgio Cabral seja um possível "mordomo" do ex-governador ou um tipo de "segurança particular".

Cabral está detido em Benfica, zona norte do Rio de Janeiro, em uma ala que é destinada apenas para os detentos que possuem nível superior.

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Porém, dos cinco presos que integram a cela com Cabral, um deles não tem essa formação necessária. O ex-policial militar, Flávio Melo, foi condenado por tráfico de drogas e terá que cumprir 21 anos de cadeia. Uma possível justificativa para estar na cela de Cabral seria a de que o peemedebista corre risco de vida.

Suspeitas

O promotor Sauvei Lai afirmou que a presença de Melo junto com Cabral levanta várias suspeitas. É um caso muito estranho, pois, se fosse por questões de segurança, o detento deveria estar numa cela isolada dos outros presos. As investigações buscarão entender se esse ex-policial poderia ser um "homem de confiança" do ex-governador dentro do presídio.

Os promotores suspeitam de duas coisas: Melo poderia ser um "mordomo" encarregado de limpar a cela do peemedebista ou um "segurança particular", impedindo outros presos de chegar perto de Cabral.

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O escritório que defende o ex-governador preferiu não comentar o caso.

Fiscalização surpresa

A fiscalização surpresa realizada pelo MPRJ notou uma grande quantidade de antidepressivos na cela de Cabral. De acordo com os agentes, isso é muito perigoso. Os presos podem estar usando esses comprimidos para troca de favores ou até mesmo para intensão de suicídio.

A direção do presídio disse que os comprimidos são dados devido a falta de estrutura e, como todos os dias levam para cada preso seus respectivos remédios, eles acabam acumulando dentro das celas.

Alguns dos comprimidos encontrados com Cabral não tinham identificação. Sua defesa afirmou se tratar de vitamina. #Prisão #Sergio Cabral