Os caciques do PSDB se reuniram para decidir que futuro dariam ao governo #Michel Temer, na noite desta segunda-feira (12), na sede do partido em São Paulo. Como já esperado, sob a premissa de 'não é pelo governo, é pelo Brasil, e pelas reformas necessárias', os tucanos resolveram manter o apoio a Michel Temer.

João Dória, prefeito de São Paulo, na saída da reunião da executiva nacional, disse que o #PSDB vai avaliar a situação do governo de Temer "diariamente", mas por enquanto, o apoio está mantido."É apoio ao Brasil, não ao governo Temer", disse Dória.

José Serra deixou a reunião confirmando que a decisão é não perder os quatro ministérios que o partido possui hoje no governo.

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Já Antonio Carlos Pannunzio defendeu que não é correto afirmar que o PSDB ficou em cima do muro: "tomamos a posição de não virar as costas para o Brasil". "Não é chutando o balde que vamos resolver nada", argumentou o ex-deputado de São Paulo.

Tasso Jereissati, seguindo a mesma linha, definiu a posição do seu partido em uma frase, "não somos defensores do governo, mas estamos nele pela estabilidade do país".

Diferentemente dos seus colegas parlamentares, Ricardo Ferraço, senador tucano, disse que continua defendendo que o PSDB entregue os cargos e passe a trabalhar de maneira independente pelas reformas, que segundo ele "não são deste ou daquele governo". E para concluir, ele afirmou que "a situação de Michel Temer é insustentável. Os fatos falam por si", reforçou.

Eduardo Cury, deputado tucano, diz que manter cargos no governo Temer a esta altura soa como negociata.

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"Eu defendo apoiar as reformas fora do governo", defendeu Cury.

Representantes da juventude do PSDB estão pressionando de outro lado, defendendo a saída do partido do governo de Michel Temer, mas eles são a minoria. A reunião foi feita à portas fechadas.

Também no momento da saída, a imprensa questionou os membros do partido sobre a atual situação de Aécio Neves (que foi pego negociando 2 milhões de propina com JBS), enquanto Tasso Jereissati disse que o importante era não "crucificar" Aécio Neves, Geraldo Alckmin não se posicionou, chegou e saiu da reunião da executiva nacional do PSDB sem falar com jornalistas.se limitou a dizer, "ele está defendendo o direito de defesa", definiu.

Divergências quanto à decisão do STF

"Se não recorrermos, estaremos 'prevaricando', já que ação inicial foi nossa", disse Ricardo Tripoli, líder do PSDB na Câmara.

Tasso Jereissati, presidente do PSDB, disse que não haverá fechamento de questão quando a denúncia contra Michel Temer chegar à Câmara,"cada deputado vai votar como quiser", disse sobre o possível impeachment. Mas assumiu a incoerência das ações de seu partido, "com certeza há uma incoerência, mas uma incoerência que a história nos colocou", e ainda acrescentou "Não é o governo dos meus sonhos. Eu não votei nem nele (Temer) nem nela (Dilma)." finalizou.

, #Lava Jato