O marqueteiro Elsinho Mouco, que trabalhou para o presidente da República, #Michel Temer, por meio de programas eleitorais do PMDB, fez uma revelação surpreendente em relação ao processo de afastamento definitivo que culminou na saída de Dilma Rousseff da presidência da República. O publicitário de Temer foi envolvido diretamente no acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista. Os irmãos Joesley e Wesley são responsáveis pela condução de uma das maiores empresas frigoríficas do mundo, a JBS.

Recentemente, um dos empresários acarretou grande "polêmica", a partir da divulgação de trechos do conteúdo de seu acordo de colaboração premiada, que resultou em uma grave crise política no governo do presidente Michel Temer, justamente dias antes de votações consideradas fundamentais para o país, como as reformas trabalhista e previdenciária.

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Relação da JBS com impeachment de Dilma

O marqueteiro do presidente Michel Temer, Elsinho Mouco, foi acusado pelo delator Joesley Batista de ter recebido a quantia de R$ 3 milhões, cujos valores são fruto de propina proveniente da empresa JBS. A maior parte da quantia recebida teria sido adquirida durante a campanha de 2010 e cerca de R$ 300 mil em espécie, no ano de 2016. O empresário Joesley chegou a revelar que os valores foram repassados a pedido do presidente Michel Temer.

Em uma entrevista concedida à imprensa, por meio do grupo Estado, Elsinho Mouco revelou que Joesley Batista o havia contratado com dois objetivos em mente. Segundo o publicitário, um dos objetivos seria conseguir alavancar a campanha para concretizar a eleição do irmão do empresário da JBS, José Batista Júnior, ao governo do estado de Goiás.

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Entretanto, o outro objetivo do empresário goiano seria "derrubar" a então presidente da República naquele período, #Dilma Rousseff. Para que essa ação acarretasse um resultado satisfatório, deveria-se direcionar à esteira do movimento do #Impeachment

Em uma das conversas ocorridas entre Elsinho Mouco e Joesley Batista, no auge de movimentos que pediam "Fora Dilma", Joesley havia se oferecido para efetuar o pagamento de um serviço de monitoramento nas redes sociais, responsável por nortear a estratégia do PMDB em fazer uma "blindagem" a Michel Temer. O empresário dono da JBS teria sido incisivo em relação à ex-presidente Dilma: "Vamos derrubar essa mulher". Já a empresa JBS, se defende por meio de sua assessoria, dizendo que "os atos cometidos pelos executivos da companhia foram devidamente informados à Procuradoria-Geral da República, conforme documentado nos autos da delação premiada homologada pelo STF. Além disso, a empresa prossegue em seu firme propósito de colaborar com a Justiça brasileira".