O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso no âmbito da Operação Lava Jato, cuja condenação pode ultrapassar os quinze anos e quatro meses de prisão, voltou à tona e aos holofotes que podem aumentar exponencialmente a crise política enfrentada pelo país, a partir de revelações contundentes sobre a relação entre o empresário Joesley Batista, dono da #JBS, uma das maiores empresas na venda de carnes processadas do mundo e o ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Cunha encontra-se preso no Complexo-Médico Penal, localizado na cidade de Pinhais, região metropolitana de Curitiba, desde o mês de outubro de 2016.

O ex-deputado federal do PMDB do Rio de Janeiro decidiu se manifestar por meio de uma carta escrita a mão, diretamente da prisão, apontando "mentiras" segundo ele, em relação à entrevista dada por Joesley Batista à revista Época, das Organizações Globo e também, em se tratando do depoimento prestado pelo empresário junto à Procuradoria-Geral da República, que acabou formalizando ao final do processo, um acordo de colaboração premiada entre JBS e PGR.

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'Versão mentirosa' de Joesley Batista

De acordo com a manifestação do ex-deputado Eduardo Cunha, por meio de carta, o empresário Joesley Batista seria classificado como alguém considerado "delinquente", um "perigoso marginal" e um verdadeiro "meliante", segundo as próprias palavras expressadas pelo ex-presidente da Câmara Federal. Eduardo Cunha "desmentiu" a entrevista dada por Joesley à revista Época e em seus depoimentos à Procuradoria-Geral da República. Segundo o ex-deputado, Joesley não teria tido somente dois encontros com o ex-presidente Lula, conforme o empresário havia apontado. Joesley havia dito que teria se reunido com Lula somete duas vezes, durante os anos de 2006 e 2013 e que o "interlocutor" do empresário junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), teria sido o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma, Guido Mantega.

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De acordo com o texto escrito em próprio punho de Eduardo Cunha, teria acontecido um encontro entre Lula, Joesley e o próprio ex-deputado, na residência do empresário, em São Paulo, onde foram tratados assuntos referentes ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O mais intrigante é que segundo o que escreveu Cunha, o encontro teria sido agendado por vontade do ex-presidente Lula. O ex-presidente da Câmara foi contundente ao afirmar que Joesley havia dito que se encontrou com Lula só por duas vezes, mas é mentira, já que ele apenas se esqueceu que havia promovido um encontro que durou horas como anfitrião, no dia 26 de março de 2016, em sua própria residência, devido a um pedido de Lula, que já poderia dar para perceber a relação constante e os encontros que ambos mantinham.

Eduardo Cunha assegurou ainda que teria como comprovar esses encontros, já que os seguranças da residência que o acompanharam até a reunião e ainda a locação do veículo utilizado por Cunha podem comprovar suas afirmações.

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O ex-deputado criticou veementemente o acordo de delação fechado entre a JBS e a PGR, já que segundo ele, a empresa foi "bilionariamente premiada" , além de ter lamentado ter tido algum convívio com o empresário. #Lava Jato