Na noite desta segunda-feira (05), foi realizado um encontro com vários parlamentares e dirigentes do #PSDB. O intuito do encontro que reuniu 200 pessoas era decidir se o partido desembarcava ou não do governo do presidente Michel Temer. Há uma grande divisão dentro do partido e essa reunião serviria para chegarem a uma conclusão.

A expectativa era que, principalmente os paulistas, pedissem oficialmente a saída do governo, pois o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria querem aguardar a conclusão da Justiça sobre a cassação da chapa Dilma-Temer.

Estiveram presentes vários prefeitos, deputados e vereadores. O governador Alckmin decidiu não ir e se manifestou apenas nos bastidores.

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Durante o evento, os líderes estavam demonstrando que a melhor saída era o rompimento com Temer. Discursos acalorados tomavam conta do recinto.

Visita inesperada

Sem ser esperado na reunião, aparece o prefeito de São Paulo, João Doria. E a ele fica reservado o último discurso do dia. De acordo com Doria, o PSDB não tem que decidir isso agora. Essa decisão deve ser feita após o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que será em poucos dias. Com um discurso inflamado e voz firme Doria falou: "Nosso inimigo chama-se PT, partido que é inimigo do Brasil".

Segundo o prefeito de São Paulo, o PSDB tem que tomar a decisão correta e não de forma precipitada, pois não há razão para tanta pressa no momento. Doria encerrou com a trilha sonora de um dos maiores líderes do Brasil, Ayrton Senna.

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Dos parlamentares que queriam cortar os laços com o presidente estão: o deputado federal Carlos Sampaio, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando e o presidente do PSDB de São Paulo, o deputado estadual Pedro Tobias.

Antes do discurso de Doria, Morando havia defendido que o partido se afaste rapidamente de Temer porque esse governo, na opinião dele, é uma vergonha para o país.

Permanência no governo

Em defesa da permanência do partido no governo, além de Doria, estavam o ex-senador José Aníbal e parlamentares próximos ao governador do Estado, como o deputado federal Miguel Haddad. Aníbal criticou aqueles que defendem o rompimento dizendo que se isso acontecer prevalecerá uma polarização salvacionista, com os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que segundo Aníbal, são uns desastres para o país. #João Dória