Um fato que poucos conhecem é que o funk teve sua origem nos Estados Unidos em meados dos anos 60 com a mistura do som afro-americano, soul, jazz e rhythm and blues, mas no nosso Brasil este estilo chegou em meados dos anos 70 no Rio de Janeiro e com o passar do tempo, sua melodia sofreu grandes mudanças, embora o nome tenha permanecido o mesmo.

O estilo gera muita polêmica, não só pelos bailes da pesada, mas também por suas letras um tanto provocativas. Apesar dos pesares, o funk vem crescendo no meio artístico e cada vez mais vem ganhando novos adeptos.

O gosto pelo estilo musical causa bastante divergência de opiniões e nesse 22 de junho, o senador Romário, no Rio de Janeiro, realizou uma audiência pública e colocou em pauta a proposta de criminalização do funk.

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Esta proposta foi feita por um empresário paulista, na qual foram arrecadadas cerca de 20 mil assinaturas apoiando a ideia. Para o debate, o senador, que já se mostrou contra a proposta, convocou artistas conhecidos na área do funk, como por exemplo, a cantora Anitta, Valesca e Nego do Borel. Convidou também os antropólogos Hermano Vianna e Mylene Mizhari.

O idealizador da proposta, Marcelo Alonso, teve presença confirmada. A sugestão está bem longe de ser aprovada e não é nenhum projeto de lei. O que ocorre é que qualquer pessoa pode cadastrar uma proposta ao #senado e caso a sugestão possua 20 mil ou mais assinaturas, ela será discutida e a partir daí, verifica-se a possibilidade da ideia se tornar um projeto de lei ou não. Em sua proposta, Marcelo diz que o funk é uma “falsa cultura” e se refere aos bailes como “pancadões”.

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Segundo a visão do produtor, esse bailes tem a finalidade de reunir criminosos, estupradores e pedófilos, além de incentivar o uso de drogas e o consumo de álcool por adolescentes.

Romário se opôs à ideia, argumentando que por ser carioca nato, ele será um eterno funkeiro e que proibir esse estilo musical vai contra a própria constituição, já que isso seria um atentado à liberdade de expressão. O mesmo ainda ressaltou que o funk tira as pessoas do desemprego, gera renda e também movimenta a economia.

A audiência foi anunciada pelo senador em sua rede social e juntamente com isto foi criada uma enquete que coloca em discussão a proposta que faria com que o estilo musical se tornasse um #Crime contra a saúde pública, a criança, o adolescente e a família. A enquete é bem simples e pergunta apenas se o cidadão é a favor ou contra está ideia. Segundo o levantamento até às 13h desta quinta-feira, 15 mil pessoas haviam participado da enquete, na qual 11.738 pessoas eram a favor da criminalização do funk e 3.285 eram contra. #liberdadedeexpressão