Na avaliação do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado Federal, o que vale para defender o senador afastado, Aécio Neves (PSDB-MG), não vale como argumento para a defesa da presidente Dilma Rousseff.

O peemedebista foi o responsável por arquivar o pedido do PSOL para abrir um processo de cassação do senador tucano. Porém, no relatório em que defendeu o mandato de Aécio, Alberto Souza afirmou que: "a ideia de cassação de um mandato eletivo traz em si o seríssimo efeito de se proceder à desconsideração da vontade popular expressa em milhões de votos”.

Ou seja, para o peemedebista, os votos de um político eleito deveriam garantir seu mandato, sem correr o risco de uma possível cassação.

Publicidade
Publicidade

De forma irônica, ou hipócrita mesmo, João Alberto Souza foi um dos votos favoráveis à cassação da petista Dilma Rousseff do cargo de presidente da República, para o qual foi eleita por mais de 54 milhões de votos.

Em seu relatório, o senador do PMDB contesta a prova gravada em que Aécio pede R$ 2 milhões a Joesley e posteriormente seu primo recebe parte dessa quantia. Na opinião do presidente do Conselho de Ética, essa prova deveria ser ignorada porque o dinheiro não faria parte do patrimônio do senador tucano. #Dentro da política