O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, proferiu a sentença de condenação do ex-ministro Antonio #Palocci a 12 anos e 2 meses de prisão. Uma das coisas que deixou o juiz pensativo e que causou desconfiança em relação a Palocci, é um possível "tom ameaçador" que o ex-ministro proferiu há alguns dias atrás durante seu depoimento à #Justiça.

Palocci havia dito que teria muito a contribuir com a Lava Jato, onde apresentaria nomes, fatos, endereços e operações realizadas. Segundo o ministro, essas informações preciosas dele poderiam dar mais um ano de trabalho para a Operação Lava Jato.

De acordo com Sérgio Moro, essas declarações ditas em audiência, de que seria inocente e que iria colaborar muito com a Justiça, deram a impressão de uma possível ameaça para que terceiros pudessem o auxiliar na revogação de sua prisão preventiva.

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Para Moro, ali não houve sinceridade e sim tentativas de manobra para enganar os investigadores.

O juiz lembrou que os argumentos de Palocci em não apresentar imediatamente todas as informações que sabia era para não "sensibilizar" os fatos. O magistrado afirmou que o condenado é um homem poderoso e que possui muitos contatos com outras pessoas poderosas e por isso, a melhor solução para ele seria a prisão do ex-ministro dando segurança a qualquer outra investida contra a Justiça.

Prisão

Palocci está detido em Curitiba desde setembro do ano passado. Ele foi alvo da Operação Omertà e essa é a primeira condenação do petista no esquema criminoso que envolve a Petrobras.

O ex-ministro tentou, sem sucesso, um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para fazer uma delação premiada. Moro decidiu que o petista respondesse preso pelas práticas de crimes graves, evitando assim, risco contra a ordem pública.

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De acordo com o magistrado, há elementos suficientes para justificar a manutenção de sua prisão.

Envolvimentos

A ação contra o petista apontou pagamentos milionários em propinas, referente a contratos entre a Odebrecht e a estatal petrolífera. Na sentença, o juiz disse que o condenado movimentava uma conta geral de propina com acertos de até R$ 200 milhões.

Os pagamentos eram realizados pelo setor de propinas da Odebrecht, na qual Palocci tinha o codinome de "italiano". O ex-ministro era o responsável pelo "caixa geral" de acertos de pagamentos de propinas para o grupo dos petistas.

Resta aguardar agora, a decisão de Moro em relação à sentença do ex-presidente Lula. #Sergio Moro