A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, alcança a cada dia mais e mais reconhecimento internacional, a partir das inúmeras investigações da força-tarefa conduzida pelo juiz Sérgio Moro em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. O trabalho de investigação executado por procuradores e delegados da Polícia Federal, que desmantelou um mega esquema de #Corrupção na Petrobras, ocasionando a prisão de figuras políticas, além de empreiteiros e operadores do esquema, permitiu que a imprensa de todo o mundo se interessasse cada vez mais por conhecer o juiz paranaense.

O juiz Sérgio Moro afirmou aos meios de comunicação estrangeiros que costuma evitar dar entrevistas a jornais brasileiros, devido à abordagem de temas que estão sendo julgados recentemente por ele, relacionados à #Lava Jato.

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Ao ser questionado se os avanços das investigações de combate à corrupção posicionam o Brasil na "vanguarda" da América Latina, Moro foi contundente ao relatar que "o Brasil tem motivos para se orgulhar, considerando os casos já julgados de enfrentamento à corrupção e quem sabe, possa provocar avanços institucionais mais amplos, não somente para o país, mas para toda a região", ressaltou o magistrado.

Mudança efetiva para o país

Sérgio Moro foi enfático ao considerar que antigamente existia no Brasil uma tradição de impunidade em relação aos crimes atribuídos à delinquência na prática da corrupção. Entretanto, a mudança é relativamente nova, em alusão ao país estar se democratizando a partir do Poder Judiciário, através da Operação Lava Jato, que deu início a todo esse combate às práticas corruptivas, embora seja cedo ainda para afirmar que o país tenha se livrado de um regime de impunidade em direção a outro de culpabilidade efetiva de crimes praticados pelos poderosos.

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Moro ressalta que é necessário manter a cautela e confirmou a necessidade de uma mudança de cultura, ao ser questionado pelos órgãos de imprensa estrangeiros.

Moro foi indagado sobre quais erros os juízes que investigam os esquemas de corrupção deveriam evitar. O magistrado respondeu que ele "tenta evitar qualquer tipo de comportamento de celebridade, já que os juízes devem atuar com discrição". Quanto às investigações da força-tarefa, afirmou que o recurso da delação premiada não foi o principal, mas sim o mais importante, em se tratando do combate à corrupção. Um dos questionamentos dirigidos ao juiz se refere à dúvida se teria havido ou não, algum tipo de participação da polícia federal americana, o FBI, na Operação Lava-Jato.

O juiz esclareceu que não. Porém, alguns dos crimes foram cometidos nos Estados Unidos, devido à Petrobras ter ações na Bolsa, o que acarretou que alguns julgamentos fossem realizados lá. Entretanto, Moro foi enfático ao afirmar que "como não temos nenhuma ingerência nos julgamentos deles, eles também não têm ingerências nos julgamentos nossos, pois, o que ocorre é somente o compartilhamento de informações", afirmou o magistrado.

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#SérgioMoro