O governo do presidente Michel Temer decidiu se defender atacando a Operação Lava Jato e um dos alvos principais é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), #Edson Fachin. Foi acionado pelo governo um serviço secreto para investigar os passos do ministro. Uma pessoa próxima do presidente afirmou que ele pediu anonimato no caso porque está impedido, no momento, de falar sobre esse assunto. Para investir contra o ministro, o Palácio do Planalto acionou a Agência Brasileira de Inteligência (#Abin) para buscar informações do ministro que pudessem fragilizá-lo e posteriormente destitui-lo da relatoria da Operação Lava Jato, na Corte.

Para o governo Temer, Edson Fachin errou em ter homologado a explosiva delação do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS.

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A raiva de Temer é que o empresário agiu de uma forma cautelosa e traiu sua confiança ao incriminá-lo para evitar ser punido. Foi a partir da delação de Joesley que o peemedebista complicou toda a sua vida e de outros parlamentares, como até mesmo do ministro Gilmar Mendes que foi flagrado em um telefonema com o senador afastado Aécio Neves, combinando uma forma de ser aprovada no Congresso a Lei de Abuso de Autoridade, que tem o intuito de punir juízes. O juiz federal Sérgio Moro, na época, chegou a criticar várias vezes essa Lei que foi aprovada às pressas.

Jatinho da JBS

Uma das informações já conseguidas pela Agência Nacional de Inteligência é um voo do ministro Fachin num jatinho pertencente a JBS.

Essa atitude do presidente Temer pode ser um dos maiores ataques contra a Operação Lava Jato.

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Nesta sexta (09), o procurador da República, Carlos Fernando do Santos Lima, chegou a criticar duramente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por estar julgando o processo da chapa Dilma-Temer como um tipo de "disfarce" e "cinismo", já que, segundo ele, Temer já está livre desse processo e foi mesmo o que aconteceu mais tarde.

Palavras de Fachin

Em uma palestra, na cidade de Curitiba, no Paraná, o ministro Edson Fachin comentou que uma possível intimidação contra o Judiciário não é compatível com o respeito institucional entre os Poderes.

Essa foi uma resposta do ministro a uma suposta intenção do presidente #Michel Temer de intimidar o ministro para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o seu envolvimento com o executivo da JBS, Ricardo Saud. Segundo o governo, o ministro conseguiu entrar no Supremo através da ajuda de Saud que o levou até vários senadores de sua confiança.