O Supremo Tribunal Federal começou a decidir, no dia de hoje, se mantém o ministro #Edson Fachin a frente da relatoria das delações premiadas da #JBS, e se as delações desta sejam válidas por conta das alegações de favorecimento a empresa.

O pedido de se retirar o ministro foi realizado ao Supremo Tribunal Federal pelo Governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, que foi citado nas delações da JBS por ter recebido 38 milhões de reais em propina. O governador alega que as delações da JBS e a operação da lava jato que investiga os esquemas de corrupção na Petrobras não tem ligações uma com a outra.

A sessão durou várias horas, com a defesa do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, buscando retirar o ministro Edson Fachin à frente das homologações das delações premiadas da JBS, após tomar a palavra de defesa da JBS, mostrando ser favoráveis de manter o andamento dos processos, dizendo que estão colaborando com as investigações, e cumprindo todas as exigências do Ministério Público, e por fim foi dada a palavra ao ministro Fachin, que relatou sua posição nas delações e que cabe a um juiz comum aceitar as delações.

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Houve muita discussão sobre o caso, principalmente entre os ministros Luís Fux, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, que por vários momentos, tomaram a palavra, e no final a ministra Carmem Lúcia encerrou a sessão e postergou para o dia seguinte a decisão da votação dos demais ministros. Votaram a favor da manutenção do ministro na sessão de hoje, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro relator Edson Fachin.

Pesa a favor do ministro as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que disse que o ministro não cuida diretamente no caso, mas que um tem a ver com o outro, e que os casos acabam interferindo um no outro. Segundo Rodrigo Janot, o ministro já cuida do assunto de delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto, que contou em delação premiada, que existia um esquema de corrupção no fundo de investimento do FGTS.

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Rodrigo Rocha Loures

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, flagrado em filmagens, recebendo uma mala contendo 500 mil reais da JBS, entrou com um pedido de liberdade no início do mês, e o ministro Ricardo Lewandowsk, disse que não tinha condição de ser promovida a liberdade, então o ministro encaminhou para o plenário julgar procedente ou não esse pedido de liberdade do ex-deputado e braço direito de Michel Temer. #STF