O ministro do STF #Dias Toffoli pensa em regulamentar dos meios de veiculação ao convocar audiência pública para debater o direito ao esquecimento para o próximo mês.

O ministro Dias Toffoli resolveu sugerir a #Censura, ou restrição da liberdade de imprensa, é relator de recurso movido por irmãos de Aida Curi, assassinada em 1958 no Rio de Janeiro e retratada em programa da Rede Globo. A discussão em questão é se pessoas ou familiares podem exigir que seus nomes sejam omitidos de documentos, textos ou reportagens sobre fatos antigos.

O posicionamento de especialistas é bastante claro, a depender da forma como for aplicado, o direito ao esquecimento pode levar à censura e à intimidação do exercício da liberdade de imprensa.

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Os mais críticos, associaram a posição do ministro às decisões que envolvem o Partido dos Trabalhadores, ou seja, poucos dias após o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva sugerir a mesma situação junto aos órgãos de imprensa, num comício do #PT, o ministro Toffoli, que também é ex-advogado do PT convocou audiência pública para debater o "direito ao esquecimento" na área civil.

A tentativa à censura ronda os adeptos à ideologia da esquerda aos moldes do governo bolivariano venezuelano do atual presidente Nicolás Maduro é o representante.

Dias Toffoli foi consultor jurídico na Central Única dos Trabalhadores (CUT) entre 1993 e 1994, assessor jurídico do Partido dos Trabalhadores (PT), advogado em três campanhas à presidência de Lula (1998, 2002 e 2006), foi Advogado-Geral da União (AGU) entre 2007 e 2009 quando foi indicado ao cargo de ministro do STF durante Governo Lula sendo também ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2014 e 2016.

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A questão polêmica surge após a sociedade indagar atuação dos magistrados e um clima de desconfiança pairar sobre a Suprema Corte, trazendo o debate que pode ocultar interesses escusos à reputação dos ministros num momento que a operação da Lava-Jato da Polícia Federal (PF), adentra investigações que podem ligar ministros com políticos já alvos de inquéritos.

Diversos advogados de organizações e associações de veículos de comunicação e jornalismo como, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), repudiam a iniciativa do ministro. As mesmas alegam que os argumentos apresentados são vagos colocando o direito à liberdade de expressão e de imprensa, bem como o direito da sociedade de ser informado em risco sob a tutela da censura. A audiência está prevista para o dia 12 de julho de 2017, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

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Movimentos ligados à ideologia esquerdista, que sempre defenderam a "democratização" da sociedade e dos meios de comunicação, defendem a tese que é preciso regulamentar os meios de comunicação afim de impedir que a vida particular de pessoas públicas, no caso políticos corruptos, sejam expostos de forma vexatória alegando essas notícias ferem a "dignidade da pessoa humana".