Nesta sexta-feira (2), foi publicado pelo jornal "O Estadão de S. Paulo” a suspeita de um volume de dinheiro que foi notado por uma instituição europeia. O banco suíço percebeu que em uma de suas contas tinha um valor muito alto e denunciou aos órgãos de combate à lavagem de dinheiro no país europeu.

O empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, havia informado, em seu depoimento à Procuradoria-Geral da República, que a empresa depositava em duas contas na Suíça dinheiro que era destinado ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e a presidente cassada #Dilma Rousseff.

Antes de tudo vir à tona no esquema de delação do empresário, as contas foram fechadas pelo banco suíço Julius Baer e o dinheiro foi enviado para uma outra conta nos Estados Unidos.

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O banco não soube informar quem eram os beneficiários e quem eram os responsáveis por movimentar a conta. O que foi passado, até agora, é que tinha duas empresas que comandavam as operações financeiras: a Lunsville International Inc. e a Valdacro.

O banco informou que, em decorrência do período, pode ter alguma relação com as eleições no Brasil. A Procuradoria-Geral da República aguarda a instituição financeira passar todas as informações para as autoridades brasileiras.

Esquema criminoso

De acordo com a delação de Joesley, o dinheiro que a JBS pagava era para que o governo não atrapalhasse nenhum procedimento da empresa no Brasil. O empresário acusou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega de negociar todo o esquema de propina que ia para Lula e Dilma.

Joesley afirmou que foi Mantega que exigiu que ele abrisse as contas no exterior para o depósito da propina.

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O dono da JBS comentou que teve encontros com os ex-presidentes no qual foi discutido o dinheiro que seria enviado ao exterior.

Segundo ele, o encontro com Lula foi no Instituto Lula, em outubro de 2014. Ele avisou ao petista que já tinha doado R$ 300 milhões para a campanha e que isso poderia dar um sério problema. Porém, Lula apenas olhou nos olhos dele e não disse nada.

Alerta

A ex-presidente Dilma também foi alertada de que o saldo das contas no exterior seriam liquidadas após a doação. Dilma falou para ele conversar com Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais. Foi repassado cerca de R$ 30 milhões para a campanha de Pimentel.

Os advogados do ex-presidente Lula negaram o envolvimento de seu cliente e disseram que Lula nunca teve nenhum contato com o depoente. A defesa de Dilma disse que a petista jamais tratou de acordos de pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas de 2010 e 2014. #Política