A grave crise política que permeia a realidade brasileira também acarretou enorme polêmica a partir de alguns rumores de que o serviço secreto de inteligência do país, por meio da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), teria desvendado um suposto encontro de caráter sigiloso entre o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin e o ex-presidente do Senado Federal #Renan Calheiros, do PMDB, de Alagoas. De acordo com reportagem da revista "Veja", o encontro entre Renan Calheiros e Edson Fachin, teria ocorrido durante o ano de 2015.

O ministro teria viajado a bordo de um jato da empresa JBS, agora envolvida na Lava Jato, para se encontrar com o então presidente do Senado, Renan Calheiros.

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Segundo ainda a reportagem, o objetivo da reunião seria para que Calheiros intercedesse junto aos senadores para garantir que Edson Fachin fosse aprovado em sabatina no Legislativo para cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

A própria presidente da mais alta Corte do país, ministra Cármen Lúcia, se manifestou de modo contundente á suposta espionagem por parte da Abin. Ela reagiu duramente em relação à publicação da revista "Veja", considerando que seria algo "próprio de ditaduras". Por meio de uma nota emitida, a presidente do Supremo considerou a suposta ação de espionagem como um "gravíssimo crime".

Encontro sigiloso entre Fachin e Calheiros

Um dos dados apresentados pela reportagem da "Veja" se refere a uma suposta investigação da Agência Brasileira de Inteligência, já em curso há vários dias, em que haveriam indícios de que o ministro Edson Fachin teria viajado em um jatinho da empresa JBS, dos irmãos delatores Joesley e Wesley Batista.

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Seria uma forma de a Abin encontrar provas que pudessem constranger o relator da La Jato no #STF em se tratando das delações dos irmãos empresários do setor alimentício de carnes.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também se manifestou veementemente a respeito do caso e disse que é algo "inaceitável" a suposta espionagem contra Fachin. Janot foi ainda mais enfático ao afirmar que "não quer acreditar que isso tenha acontecido, a utilização de um órgão de inteligência do Estado, de forma espúria, no sentido de se investigar um dos Poderes da República, em plena atuação constitucional e legal, o que seria considerado a institucionalidade de um Estado Policial, de exceção", desabafou o procurador-geral da República.

Ainda de acordo com a reportagem publicada na imprensa, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, teria a missão de conseguir provas de que o ministro Fachin teria voado em meados de 2015 no jatinho da JBS para o suposto encontro sigiloso com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

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Temer e Etchegoyen negam as informações

O presidente #Michel Temer telefonou para a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, para esclarecer que não ordenou que fosse investigado o ministro Edson Fachin. Anteriormente, o ministro Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, também havia telefonado à ministra Cármen Lúcia para desmentir tais fatos publicados na reportagem da "Veja".