O presidente da República, #Michel Temer, esteve nesta quinta-feira (22) em Oslo, Noruega. O político participou de uma reunião envolvendo cerca de 17 empresários noruegueses. O país tem grande representação no Brasil, já que é o oitavo maior investidor com notoriedade em energia e petróleo.

Temer contou com a presença dos ministros de Relações Exteriores, Aloísio Nunes; Marcos Pereira, Indústria e Comércio; e Antonio Imbassahy, da secretaria do governo federal. Durante a conversa, Michel Temer afirmou que o Brasil estaria deixando para trás uma severa crise que ameaçou a população. Ele tentou manter um "voto de confiança" perante os noruegueses.

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Um fato que chamou atenção é que havia apenas um repórter cobrindo a visita de Temer. O jovem jornalista tem apenas 23 anos e estaria na sua terceira reportagem após ter se formado na faculdade. O jovem iria escrever, para a edição desta sexta-feira, sobre a #Corrupção no Brasil. A visita do presidente brasileiro não atraiu outros repórteres locais.

As empresas que participaram desse encontro se mostraram muito preocupadas com a situação brasileira, enfatizando a crise política e econômica do Brasil. O presidente da Kongsberg, Egil Haugsdal, avaliou que o impacto é mostrado na paralisação das atividades.

Após as derrotas do governo

Michel Temer avaliou que estaria disponível para "conversar" com o Congresso Nacional. Essa decisão se deu em base nas derrotas das reformas. Na Noruega, o presidente ignorou as duas derrotas que sofreu esta semana na aprovação da reforma trabalhista.

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Temer enfatizou que em seu governo há um diálogo entre os poderes Legislativo e Executivo, e disse que "conta" com o apoio de todo o Congresso e está aberto para diálogos. Temer também disse que a inflação está sob controle e a economia voltou a crescer com seu governo.

De olho na JBS

Com várias polêmicas envolvendo Michel Temer com a empresa #JBS, dos empresários Joesley e Wesley Batista, a preocupação do governo é que os escândalos não "vazem" para fora do país. O Palácio do Planalto busca ferramentas para não deixar com que os crimes confessados pelos empresários fiquem impunes.

O objetivo é impedir que bancos públicos, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), se tornem alvo de calotes da JBS. A Advocacia Geral da União (AGU) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que bloqueie bens do empresário Joesley Batista para ressarcir as perdas do BNDES.