No dia seguinte após a Procuradoria-Geral da República ter apresentado a denúncia contra Michel Temer, o peemedebista foi a público para tentar se defender. Ao discursar, o chefe do Executivo acabou se perdendo e contando diversas meias verdades.

A primeira delas se trata da suposta "quarentena" que Temer disse existir quando um procurador-geral sai do seu cargo para ir advogar. Segundo Temer, após deixar um cargo, o ex-procurador precisa passar por uma quarentena de "dois ou três meses". Essa afirmação é completamente equivocada.

Temer ainda quis dizer que as interrupções na gravação entre ele e Joesley tornam a prova ilícita.

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Segundo a PF, interrupções existem sim, porém, a prova permanece lícita.

Temer ainda conjecturou dizendo que a delação de Joesley só saiu porque ele estava prestes a ser preso, e para não ser, resolveu falar. Não existe nenhuma informação ou prova que confirme essa versão dos fatos de Michel Temer.

Por fim, Michel Temer ainda afirmou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele não tem provas. Mais uma vez, o peemedebista falta com a verdade. A defesa do Planalto pode contestar as provas, mas de forma alguma pode afirmar que elas não existem. #Dentro da política