A forte declaração de Joesley Batista à Revista Época, garantindo que "#Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil", não demorou a receber reação. Na segunda-feira seguinte ao final de semana da divulgação da entrevista, a defesa do presidente protocolou na Justiça uma queixa crime por calúnia, injúria e difamação contra o empresário dono da JBS.

Também à Época, Batista fez graves acusações sobre a conduta do presidente. Ele questionou a personalidade "dócil" do peemedebista ao garantir que ele não costumava "fazer cerimônia" ao pedir dinheiro. No domingo, ao tomar conhecimento do conteúdo da entrevista, Temer já havia garantido que iria à Justiça.

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O empresário criticou o grupo político ligado a Temer. Para Joesley, a "quadrilha" citada é formada pelo presidente e por nomes como Eliseu Padilha e Moreira Franco, dois dos ministros mais próximos de Temer e que formam o "núcleo duro do PMDB".

Em comunicado oficial divulgado à imprensa, a equipe do Palácio do Planalto chegou a chamar Joesley de "bandido notório". Nesta segunda-feira, sem citar nomes, Temer seguiu nesta linha e gravou um vídeo dizendo que "criminosos não vão sair impunes" do seu governo. O peemedebista, ainda em maio, criticou em pronunciamento o fato de Batista não ter passado nem um dia na cadeia e poder andar livremente pelas ruas de Nova York.

Na peça protocolada na Justiça, a defesa de Michel Temer não estipula um valor a ser reparado, deixando eventuais definições para o próprio juiz do caso, e se limita a dizer que "suficientemente expressivo para penalizar o ofensor".

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Depois, o presidente promete reverter o dinheiro à instituições de caridade.

Paralelamente ao processo na Justiça e ao transcurso dessas investigações, Michel Temer partiu nesta segunda-feira em viagem oficial para a Rússia e para a Noruega, onde terá uma série reuniões com autoridades e empresários locais.