O presidente #Michel Temer foi alvo de uma reportagem da revista Veja, onde foi comentado que o peemedebista acionou a #Abin (Agência Nacional Brasileira de Inteligência) para "bisbilhotar" a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O responsável em responder pelo serviço secreto é o general Sérgio Etchgoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional.

Foram constatadas várias reuniões entre Temer e Etchgoyen e conforme foram sendo divulgados os depoimentos do empresário Joesley Batista, dono da JBS, os encontros entre os dois se intensificaram.

Dificilmente o general se relacionava com os ministros de Temer, mas em maio, mês do escândalo da delação de Joesley, Etchgoyen se reuniu com o presidente e os ministros: Raul Jungmann, Moreira Franco, Eliseu Padilha e Antonio Imbassahy, o que causou surpresa.

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E no dia 28 de maio, o presidente e o general tiveram um encontro às portas fechadas. Foi o último encontro daquele mês movimentado.

Conversa "secreta"

Em junho, as reuniões continuaram e continuam. Em uma semana, já foi constatado quatro encontros e um deles com a presença de diversos ministros. Algumas das reuniões eram feitas apenas com o general e um ministro. Parecia que ele pretendia passar todos os detalhes para cada um separadamente, para que ninguém ficasse distante do que estava acontecendo. O assunto devia ser muito sério e de grande importância para o governo.

A presidente do #STF, Cármen Lúcia, repudiou qualquer atitude de tentarem investigar a vida de Fachin. De acordo com ela, se for comprovada o que a reportagem falou, o responsável por essas informações de acionamento do serviço secreto deve ser imediatamente punido.

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O presidente Michel Temer nega as informações e disse que jamais faria algo desse tipo e ressaltou a importância da independência dos três Poderes.

Encontro com ex-ministro do STF

Nesta quinta-feira (15), o presidente se encontrou com o ex-ministro da Corte, o jurista Carlos Vellozo, e com o ministro da Justiça, Torquato Jardim. O ex-ministro afirmou que sempre se encontra com Temer atuando, as vezes, como um conselheiro jurídico informal.

O assunto discutido entre eles não foi divulgado, mas o jurista sempre criticou os ministros da Corte pelo individualismo que existe hoje no Supremo.

O Palácio do Planalto se prepara para a denúncia contra Temer da Procuradoria-Geral da República sobre a delação da JBS.