Nesta última sexta-feira (30), o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, autorizou que os presos através das investigações da Operação Lava Jato, sejam transferidos de cela. O conhecido #Bangu 9, Penitenciária Bandeira Stampa, apresentou recentemente conflitos entre os presos. A decisão da transferência partiu por motivos de segurança.

Essa unidade de #Prisão abriga ex-policiais civis, ex-policiais militares, milicianos e os presos da Lava Jato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; o empresário Marco de Luca; o doleiro Álvaro Novis; o empresário Miguel Iskin e o ex-assessor de Cabral, Wagner Jordão Garcia.

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A unidade é para presos que não têm nível superior completo. Além dos atuais prisioneiros, o empresário Eike Batista também passou por lá antes de cumprir pena em regime domiciliar.

A "Turma do Cabral" não é vista com bons olhos pelos policiais e milicianos, eles "não se misturam", segundo informações de um agente penitenciário. Porém, um conflito recentemente não estaria envolvendo diretamente os presos da Lava Jato, mas para "garantir a segurança", eles serão transferidos. O conflito seria decorrente de razões externas, resultando em agressão em alguns presos. Mesmo com a transferência de alguns presos, não quer dizer que não haverá mais conflitos no local, já que a unidade está vivendo um momento de grande tensão.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu com urgência que os presos sejam rapidamente transferidos de cela, mesmo que seja para outra unidade que abrigue detentos com nível de escolaridade superior completo.

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Tudo indica que a "Turma do Cabral" está correndo perigo em Bangu 9.

Segundo informações da coordenadora do Centro de Apoio de Operação da Vara de Execuções Penais, Andrezza Cançado, a referência de "Turma do Cabral" pode não indicar hostilidade por não ter chegado nenhuma denúncia, mas é evidente que os presos não se misturam.

Regalias na prisão

Em decorrência das imagens divulgadas, foi possível observar que presos do Bangu estavam recebendo regalias de dentro da prisão. É possível ver o ex-governador Sérgio Cabral podendo viver com comodidade, recebendo entregas até mesmo na porta da prisão. Havia uma forma de beneficiar presos e entre os detentos estava Sérgio Cabral.

Após determinação de um juiz da Vara de Execuções Penais do Rio, foi possível notar toda essa regalia. O objetivo era ver se não haviam câmeras desligadas ou que não estavam filmando nos lugares corretos, com isso foi descoberto a fraude. #SérgioCabral