Vários artistas de diferentes áreas participaram, neste domingo (4), em São Paulo, de um protesto que pede a saída de Michel Temer da presidência do Brasil e o clama por eleições diretas. O protesto aconteceu no Largo do Batata, que fica na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Militantes e vários blocos de Carnaval expressaram sua insatisfação em relação ao presidente.

Um dos primeiros a protestar foi Chico César. O cantor já iniciou seu show pedindo eleições diretas o que, segundo ele, é uma forma de manter os direitos conquistados pelo povo e afastar os riscos de aprovação das reformas desejadas pelo atual presidente Michel #Temer.

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Guilherme Boulos, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, também fez críticas às reformas desejadas pelo presidente e chamou atenção para as possíveis manobras que poderão acontecer no intuito de eleger, de forma indireta, o novo presidente do Brasil. Para Boulos, o povo é quem tem que escolher seu representante.

Boulos complementou dizendo que o atual presidente Michel Temer perdeu completamente o aval do povo para ocupar o cargo de presidente, depois das últimas delações em que foi citado.

A artista Elisa Lucinda subiu no palco e falou de racismo e solicitou eleições diretas. Aproveitou o momento para criticar alguns movimentos de esquerda. “A esquerda também tá infestada de defeitos que precisam mudar”, disse.

Moradora da cidade de Embu das Artes, a senhora Pâmela Catarine falou que estava ali para assistir ao show e também expressar seu protesto.

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Ela ainda disse que é a favor de eleições diretas e votaria no Lula, numa possível eleição.

O protesto acontece durante todo o dia e deve ter a participação de outros artistas, entre eles, famosos como Criolo, os rappers Emicida e Mano Brown, cantoras Maria Gadú e Tulipa Ruiz, o pagodeiro Péricles, entre outros. Aproximadamente vinte mil pessoas participam do ato, de acordo com os organizadores.

Com à crise política que assola o Planalto, esse evento é o segundo a debater esse tema. No final do mês de maio, aconteceu no Rio de Janeiro um protesto com essas mesmas características, também solicitando “Diretas Já”.

Neste domingo, Michel Temer deve ficar em Brasília. Cada vez mais acuado e pressionado, vê sua situação ficar mais complicada com a prisão do ex-deputado federal Rocha Loures, seu ex-assessor e homem de confiança.

Seu ex-assessor foi preso pela manhã, em casa, e levado para a Superintendência da Polícia Federal. Loures é acusado de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça no mesmo processo em que o governo é investigado.

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Rodrigo Rocha Loures foi pego em flagrante transportando uma maleta com R$ 500 mil, dinheiro supostamente vindo de propina, delatada por agentes do Grupo JBS.

O presidente não falou oficialmente sobre a prisão de Loures, mas mostra preocupação com a abertura de um novo processo contra Rodrigo, que poderia trazer problemas para o planalto.

Segundo advogado do presidente, esses fatos não mudam a tática da defesa. #Protestos