O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que irá iniciar uma investigação interna para apurar o suposto envolvimento de 199 políticos com foro privilegiado no esquema que ficou conhecido como "farra das passagens".

O esquema trata de deputados, senadores e ministros que entre os anos de 2005 e 2009 supostamente negociaram passagens aéreas compradas com dinheiro da cota parlamentares com empresas de agências de viagens.

O caso estourou em 2009, quando foi divulgado pelo site Congresso em Foco. Curiosamente, o presidente da Câmara dos Deputados naquele momento era Michel Temer.

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Quando o esquema surgiu na mídia, o então presidente da Câmara dos Deputados determinou uma mudança no uso da verba para compra de passagens. Antes sem nenhum critério, a partir daquele momento, apenas os parlamentares poderiam utilizar o dinheiro para esse fim. Seus assessores, em casos em que fossem representar os deputados, também estariam liberados. A obrigatoriedade de expor os dados na internet também foi determinada.

Naquele momento, uma pequena investigação foi iniciada, mas logo arquivada pelo STF. Agora, Janot afirma que existem indícios para retomar o caso.

Leia o documento enviado pela Procuradoria-Geral da República ao STF #PGR #Dentro da política