Após a delação da JBS que caiu como uma bomba bem no coração do Planalto, pelo menos uma parcela dos políticos brasileiros saiu ganhando com a divulgação. Para agradar deputados e senadores e mantê-los na base aliada, o governo liberou apenas em junho mais da metade da verba para emendas parlamentares que havia liberado nos cinco primeiros meses do ano.

Segundo levantamento feito pela Reuters, de janeiro a maio, o Governo Federal havia liberado o equivalente a R$ 959 milhões. Apenas em junho, após a divulgação da delação, o valor repassado aos parlamentares foi de R$ 529 milhões. Essa é uma tradicional maneira dos governos manterem sua base aliada fiel.

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Os dois parlamentares mais beneficiados com essa benevolência repentina do Planalto foram os senadores José Serra (PSDB-SP), com R$ 9,6 milhões, e a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), R$ 9,4 milhões. Por ser uma casa consideravelmente maior, a #Câmara dos Deputados, obviamente, é a que mais recebeu verba para as emendas parlamentares, R$ 1,243 bilhão. O Senado Federal ficou com R$ 245 milhões.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha sucessória caso Temer seja cassado, recebeu R$ 3 milhões em emendas parlamentares. #Dentro da política