A Associação Nacional dos Delegados de #Polícia Federal (ADPF) já estava prevendo a troca de grupo de delegados na Operação #Lava Jato. A Associação já havia denunciado movimentações nos bastidores para atrapalhar as investigações e o grande responsável por tudo isso pode ser o diretor geral da instituição, Leandro Daiello.

Os delegados pediram para o presidente Michel #Temer a saída de Daiello, mas Temer não atendeu, na época, a ADPF e praticamente ignorou o pedido deles. A instituição notou que estavam acontecendo transferências autorizadas por Daiello que prejudicavam investigações de grande importância da Operação.

A intenção do diretor da PF, segundo o presidente da ADPF Carlos Eduardo Miguel Sobral, era mudar o comando das investigações, trocando sempre os delegados.

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Isso favorecia uma demora maior no resultado dos processos e tendia a retardar as punições de corruptos envolvidos. A mudança na instituição era defendida por Sobral que via, na administração atual, pouco poder para atender as necessidades das operações. Sobral chegou a dizer que a ida de Alexandre de Moraes para o STF e a entrada de um novo ministro da Justiça poderia ser o momento propício para as mudanças. As investigações já estavam ficando fracas e as operações começavam a se "esfarelar".

Troca de delegado

De acordo com o presidente da ADPF, toda vez que se troca um delegado, o outro que entra tem que aprender tudo da operação para dar continuidade e isso era um sério problema dentro da PF, pois requer tempo. O número de indiciamentos caiu bastante entre 2011 e 2015.

Um exemplo disso tudo aconteceu no mês de fevereiro deste ano.

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O delegado Márcio Adriano Anselmo deixou a força-tarefa da Lava Jato sendo que ele era o autor do inquérito que investigava esquema criminoso de corrupção dentro da Petrobras. Segundo as informações foi ele quem pediu o desligamento, mas isso foi um grande atraso para a Operação. Anselmo acabou indo para a Corregedoria da Polícia Federal no Espírito Santo.

Outros desligamentos

Mais dois delegados foram transferidos de suas funções. O fato aconteceu em julho do ano passado e afetou os delegados: Eduardo Mauat e Luciano Flores.

Mauat ficou irritado com isso e mostrou grande descontentamento. Ele chegou a gravar um vídeo dizendo que não atuaria mais na Operação Lava Jato se Leandro Daiello continuasse no comando.

A Associação exige de Temer a mudança na direção e apresentará três delegados de classe especial para substituir Daiello. Resta saber se o presidente Temer vai ouvi-los.