O ex-presidente da Petrobras e do #Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, foi alvo da nova fase da Operação #Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (27). A Operação foi batizada de "Cobra" [VIDEO] e investiga #Corrupção e lavagem de dinheiro.

Bendine foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para se tornar presidente da estatal petrolífera, em fevereiro de 2015. Mesmo com um vasto histórico de polêmicas, Dilma demonstrou confiança nele. Bendine ficou seis anos como presidente do Banco do Brasil e depois foi para a presidência da Petrobras, entrando no lugar de Graça Foster.

Bendine, na época em que estava comandando o BB, foi acusado de beneficiar a socialite Val Marchiori, emprestando a ela uma quantia enorme de dinheiro que, nas suas condições financeiras e de acordo com as normas do banco, seria impossível de acontecer.

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O banco chegou a emprestar R$ 2,6 milhões à socialite, que ficou famosa em um programa da TV Bandeirantes chamado "Mulheres Ricas".

Para rebater as acusações, Bendine afirmou que não houve nenhuma irregularidade e que o empréstimo foi conseguido com o aval de três comitês, envolvendo 17 técnicos de carreira.

Carona

O ex-vice-presidente do BB, Allan Toledo, revelou ao Ministério Público Federal (MPF) uma carona dada por Bendine à Val Marchiori. A viagem foi num jato a serviço do banco, rumo à Buenos Aires, onde seria concluída a aquisição do Banco da Patagônia. Toledo afirmou que os dois ficaram no mesmo hotel. Na época, isso foi negado pela assessoria do BB.

De acordo com outros depoimentos, não foi só a socialite que se beneficiou com as manobras de Bendine. O ex-motorista do alvo da Lava Jato, Sebastião Ferreira, afirmou que fez diversos pagamentos em dinheiro vivo por determinação do seu chefe.

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O dinheiro tinha como destinatário o amigo de Bendine, Marcos Fernandes Garms.

Mais polêmicas

O ex-presidente do Banco do Brasil também esteve envolvido em outras polêmicas. Ele chegou a pagar uma multa de R$ 122 mil à Receita Federal após não ter comprovado a procedência de R$ 280 mil informados em seu imposto de renda.

Segundo informações da Receita, o patrimônio do executivo aumentou muito rápido em discordância com sua renda. Ele entrou no radar do Fisco após ter comprado um apartamento de R$ 150 mil no interior de São Paulo.

Dilma havia indicado Bendine para ser presidente da Petrobras, porém, para ser presidente do Banco do Brasil, a indicação veio do ex-presidente Lula. Bendine sempre foi ligado ao PT.