Já faz alguns meses desde que Jair Messias Bolsonaro, o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, cogita sair do PSC - Partido Social Cristão. Apesar de ter ingressado no partido em março do ano passado com a promessa de que seria apoiado em eventual candidatura à presidência, Bolsonaro não conseguiu se entender com a direção do PSC. Homem de posições firmes, ele se revoltou quando a direção do partido resolveu apoiar candidatos do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) em algumas regiões do Brasil nas últimas eleições. Criticou duramente o pastor Everaldo, presidente do partido, pela parceria com um grupo de ideologia totalmente oposta a do PSC.

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Os meses se passaram e a situação não melhorou. Nomes importantes do PSC, como o deputado Marco Feliciano, ficaram do lado do polêmico deputado. Em 2017, muitos especularam sobre o futuro político do presidenciável. A maioria dos partidos que não se declaram como esquerda tiveram conversas, abertamente ou nos bastidores, com pessoas próximas ao deputado. Mas as partes nunca chegavam a um acordo.

Mesmo o PR - Partido da República - não conseguiu atrair Bolsonaro. O partido tem uma bancada significativa (40 deputados federais , um senador e mais de 3 mil vereadores) e tem um dos grandes aliados de Bolsonaro como um dos principais líderes: o senador Magno Malta, pastor evangélico muito influente nesse meio e com discurso alinhado ao de Bolsonaro. A saga parecia não ter fim, porque Bolsonaro recusava partidos implicados em escândalos de corrupção ou cujos caciques não garantiam que ele teria poder de decisão no partido.

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Há cerca de uma semana surgiram rumores de que o deputado se mudaris para o PEN - Partido Ecológico Nacional. Na tarde de hoje, o jornalista Felipe Moura escreveu no site o Antagonista, citando como fonte o próprio parlamentar, que sua mudança de partido estava acertada. Não está claro quando ocorrerá a mudança, visto que pela legislação atual ele poderia mudar de partido apenas no ano que vem sem perder o mandato. Apesar disso, há movimentações no Congresso para que se abra uma "janela de transferência" ainda esse ano.

Um dos mais jovens e menores partidos do Brasil, o PEN foi fundado em 2012 e conta com apenas 2 deputados federais e 15 deputados estaduais, nenhum senador ou governador e nenhum político nacionalmente conhecido. O maior feito político do PEN, até o momento, foi a aprovação do projeto de lei que prevê a prisão de pessoas após condenação em segunda instância. O projeto foi proposto em conjunto com a OAB e com apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil, da Associação Nacional dos Procuradores da República, da Procuradoria-Geral da República e até do juiz federal Sérgio Moro.

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Foi aprovado no STF em duas decisões de fevereiro e outubro do ano passado.

Não se sabe se um dos principais nomes da bancada da bala será o presidente do partido, atualmente comandado pelo vereador Adilson Barroso. Bolsonaro declarou "O importante é que a legenda é minha", dando a entender que sim. Ao menos uma coisa é certa: o partido terá um novo nome. 3 nomes estariam sendo analisados: Partido da Defesa Nacional, Pátria Amada Brasil e Prona (nome do extinto partido criado pelo falecido político e médico Enéias Carneiro). Quanto à última opção, estariam ocorrendo conversas com familiares do Dr. Enéas para que autorizem o uso do nome.

Questionado sobre a dificuldade em se candidatar em um partido nanico, Bolsonaro reconheceu: "Eu sou a formiguinha contra o elefante". Apesar da declaração, especula-se que os aliados mais próximos de Bolsonaro migrarão para o PEN. Seus três filhos e o pastor Marco Feliciano seriam os primeiros reforços, juntamente com o próprio #Jair Bolsonaro #Eleições 2018 #Política