Publicidade
Publicidade

A defesa do atual presidente Michel Temer [VIDEO] protocolou um pedido solicitando as cópias dos áudios gravados por Joesley Batista, porém a presidente do Supremo Tribunal Federal interpretou que não há urgência para que as provas sejam entregues para a defesa de #Michel Temer, e que pode-se esperar pelo final do recesso judiciário, que tem seu prazo até semana que vem para acabar. O relator Luiz Edson Fachin ainda deve analisar os áudios.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Gustavo Guedes, ambos advogados de Temer, pediram à Polícia Federal para que fossem respondidas algumas perguntas a respeito da perícia que foi feita nas gravações, e solicitaram cópias dos áudios gravados na ocasião por Joesley Batista, juntamente com os gravadores utilizados.

Publicidade

A defesa de Temer alega que precisaria do acesso aos gravadores antes do fim do recesso judiciário para poder preparar a defesa na Câmara dos Deputados, onde ocorrerá a votação, que decidirá a continuação do processo de investigação contra o atual presidente da república Michel Temer.

Fachin solicitou que fosse aguardada uma manifestação do Ministério Público a respeito dos pedidos da defesa do presidente, a ministra Cármén Lúcia tem o mesmo posicionamento do relator Luiz Edson Fachin, e ainda ressaltou que a defesa poderia ter entrado com esse pedido antes, e agora deverá aguardar o final do recesso.

Investigação contra Michel Temer

No final de junho, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, apresentou uma denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva, baseado nas delações feitas por Joesley Batista, empresário responsável pelo grupo JBS.

Publicidade

A investigação tem que ser aprovada na Câmara dos Deputados para poder prosseguir, na Comissão de Constituição e Justiça. O atual presidente saiu com um resultado favorável de 40 votos a 25, votação feita pelo arquivamento do processo, onde 38 dos 40 votos recebidos de Temer tiveram reajustes em suas verbas, porém não tem efeito sob a votação na Câmara dos Deputados. O presidente precisará do apoio de no mínimo de dois terços do plenário totalizando 342 votos pelo arquivamento do processo de investigação por corrupção passiva. Caso a denúncia passe e chegue ao Supremo sofrerá dois julgamentos, um de admissibilidade e o outro de mérito. Desde que começaram as investigações Michel Temer negou qualquer envolvimento e diz que as gravações são fraudulentas. #Cármen Lúcia #Lava Jato