Nesta sexta-feira (21), o pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT-AL), resolveu contestar o jornalista Alexandre Cabral, que comanda o blog Economia à vista, vinculado ao jornal do Estado de São Paulo, quando insinuou a possível aliança entre o pedetista ao deputado federal, Jair #bolsonaro (PSC-SP).

Ciro, de forma drástica, foi direto ao assunto comentando que, "em hipótese alguma", teria o futuro comprometido com o candidato Jair Bolsonaro, ou seja, jamais aceitaria o parlamentar a seu lado e, principalmente, em sua chapa disputando o Palácio do Planalto.

O cearense reconheceu que ganhou o voto do militar reformado [VIDEO] na eleição passada, em que foi candidato à presidência da República, porém esclareceu que Bolsonaro, na circunstância atual, é considerado totalmente "intolerável para um país" em que a população encontra-se ferida por um esquema fraudulento de corrupção.

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A reportagem também fez questão de abordar perguntas sobre o ex-presidente Lula. Na verdade, a dúvida era qual seria a pretensão de Ciro com relação à candidatura do petista. Imediatamente o ex-ministro respondeu que se #Lula conseguir a vitória, sem duvida prestará um desserviço ao país. Com poucas palavras, explicou a frase assegurando que o ex-presidente, se por ventura for eleito, jamais seria capaz de retomar o "extraordinário" governo que fez em seus mandatos anteriores.

Entenda o processo contra Ciro Gomes

Tramita na ,justiça de São Paulo um processo que tem como autor o peessedebista, João Doria (PSDB). Na ocasião, o tucano resolveu mover uma queixa-crime em desfavor do pedetista. O processo criminal faz referência ao delito de calúnia, difamação e injúria, uma vez que o prefeito foi chamado de "farsante".

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Entretanto, nesta mesma entrevista, Ciro Gomes voltou a chamá-lo pelo mesmo nome.

Nos autos da representação criminal, a defesa de Doria alegou que o ex-ministro pronunciou a palavra "farsante", se referindo ao prefeito pelo menos três vezes e, com a determinada ação, os advogados ressaltaram que é, de fato, notório o interesse em prejudicar a "honra objetiva de João Doria", até porque o tucano é um dos mais cotados para a disputa presidencial em 2018.

Segundo Ciro, todos vão presenciar como o prefeito de São Paulo e "farsante", e continuou afirmando que logo será descoberto. Ele (Doria), somente "quer aparecer", e completou ironizando: "Melhor colocar uma melancia no pescoço", concluiu o ex-ministro em um VT gravado pela emissora Diário do Nordeste, que foi postado nas redes sociais do ex-ministro.

Por fim, Ciro fez um paralelo entre Doria e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e ao atual presidente da República, Michel Temer, ambos do PMDB. E disparou comentando que o prefeito será apenas mais um dos que aguardam para ser preso. O pedetista ainda alertou que ele foi o primeiro a perceber, inclusive denunciou Cunha "quando ninguém sabia quem ele era", finalizou a gravação. #CiroGomes