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Nesta quinta-feira (27), a força-tarefa da Lava Jato deflagrou uma nova fase das investigações, a Operação "Cobra", que tem como alvo central o ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. O juiz Sérgio Moro determinou a prisão temporária do suspeito [VIDEO] e aguarda a análise da Polícia Federal (PF) para decidir se opta pela prisão preventiva.

Bendine é acusado de se beneficiar de propina da Odebrecht através de contratos fraudulentos com a Petrobras. De acordo com o depoimento de Marcelo Odebrecht, Bendine recebeu R$ 3 milhões quando ele era presidente da estatal petrolífera, cargo indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff.

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Um dos fatos que causou estranheza para os procuradores da Lava Jato é que Bendine, que era o indicado para recuperar a Petrobras, agiu totalmente ao contrário e mesmo com as investigações da Lava Jato avançando, ele não parou de se beneficiar com propina e ignorou a Operação.

Fugindo de Moro

No final de junho, o advogado Pierpaolo Bottini entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (#STF), um pouco antes do recesso dos ministros, para que as investigações contra seu cliente, Aldemir Bendine [VIDEO], fossem analisadas na Justiça Federal de Brasília.

O ministro #Edson Fachin entendeu que aquelas denúncias deveriam ser encaminhadas ao juiz Sérgio #Moro, em Curitiba. Bottini não queria seu cliente nas mãos de Moro, mas Fachin não apreciou o recurso e deixou que Moro se decidisse sobre o caso.

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Os ministros da Corte estão vendo toda essa situação como uma queda de braço entre Fachin e o ministro Gilmar Mendes. Esse conflito é porque na concepção de Mendes o caso não deveria estar com Sérgio Moro, mas Fachin pensa diferente e pelo fato de ser corrupção na Petrobras, o melhor seria enviar para a Vara Federal de Curitiba.

Mendes já criticou várias vezes os procuradores da Lava Jato e não concorda com as prisões estabelecidas por eles, enquanto o suspeito está ainda na fase de julgamento. Moro já acredita que o corrupto solto tem o poder de destruir provas e por isso, defende as prisões preventivas.

Viagem

A Lava Jato descobriu que em alguns dias Bendine iria viajar para Lisboa e isso poderia ser juma fuga da Justiça brasileira. Vale ressaltar que o suspeito tem também cidadania italiana.

O advogado de Bendine afirmou que existia sim uma passagem de volta e que irá provar para os investigadores.

Bendine sempre foi ligado ao PT. Ele foi indicado pelo ex-presidente Lula a assumir a presidência do Banco do Brasil e ficou por seis anos, e depois, Dilma colocou ele na presidência da Petrobras, no lugar da Graça Foster.