As Forças Armadas do Brasil, por meio do general Eduardo Villas Bôas, também se manifestaram sobre o atual momento, considerado muito "conturbado", pelo qual atravessa o país. O general fez uma análise da atual conjuntura política e a grave crise que permeia a realidade brasileira, inclusive, a respeito do cenário considerado "obscuro" e sem precedentes na história contemporânea do país.

O general Villas Bôas acredita que o Brasil de hoje, é um país "sem projeto", um país que se encontra à deriva, não somente em relação aos tempos presentes, mas também de um certo período para cá. Entretanto, o comandante máximo das tropas brasileiras afirmou que estaria se referindo não apenas ao governo atual, que é administrado pelo presidente da República #Michel Temer.

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O militar ressaltou que se inserem os governos anteriores para que o Brasil chegasse à situação em que se encontra.

Villas Bôas demonstrou grande preocupação com os efeitos da crise econômico, inclusive, em relação às consequências que podem atingir diretamente o orçamento das #Forças Armadas e afetar grandes projetos inerentes à instituição. Ele acredita que o momento complicado vem prolongando desde o período do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, até os dias atuais.

País 'sem projeto'

em sua análise profunda sobre o momento atravessado pelo Brasil, o general Eduardo Villas Bôas acredita que foi perdida a coesão social, o sentido relativo à implementação de projetos e ainda, a ideologia desenvolvimentista". O comandante das tropas brasileiras foi ainda mais longe ao considerar que "o país estaria muito preso a dogmas de caráter político e ideológico e não teria a capacidade de poder interpretar a conjuntura do mundo atual, um mundo que se reflete totalmente interligado, através de cadeias econômicas transnacionais.

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O general fez ainda uma crítica "indireta" às denominadas "lutas de classe". Segundo ele, essas lutas de classe não caberiam no momento atual, já que patrões e empregados não se encontrariam mais em campos opostos, mas sim no mesmo campo. Além disso, essas xenofobias, fracionamentos, seriam totalmente contraproducentes, pela razão de que nos aprisionariam e nos impediriam de evoluir.

O general delineou o papel do Exército brasileiro como instituição de Estado, não de governos e que prima substancialmente pela manutenção da estabilidade no país. Em relação às eleições de 2018, Villas Bôas tem esperança de que novas lideranças surjam no país, com base em novos campos de pensamento e que venham a apontar soluções, já que o país carece de novas lideranças. #Crise no Brasil