Na última sexta-feira (7), a Procuradoria Geral da República já obteve em mãos os anexos contendo a proposta para realização de delação premiada do ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha. Investigadores [VIDEO]ainda irão analisar todo o conteúdo dos anexos.

Eduardo Cunha agora se vê em uma "corrida contra o tempo". Depois de notar que a nova comandante da procuradoria, Raquel Dodge, se mostrou uma pessoa mais "endurecida" com a Operação Lava Jato, Cunha não poderia mais esperar a saída de Rodrigo Janot, em setembro, para apresentar sua proposta de delação. Cunha quer apresentar a proposta para Janot, antes que ele saia do cargo e Dodge assuma oficialmente.

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Além de sentir "medo" de uma possível análise de Dodge, o ex-presidente da Câmara também não estaria querendo permanecer na cadeia. Todos esse fatores fazem Cunha acelerar seu processo de delação, já que inicialmente ele se mostrava mais relutante para apresentar a proposta.

Um outro possível "problema" de Eduardo Cunha é com Lúcio Funaro, seu ex-operador. Investigadores já deixaram bem claro que ou Cunha ou Funaro vão colaborar com a #Justiça. Não haverá duas colaborações premiadas, apenas uma e, então, os dois entram em uma disputa.

A base da delação é sobre a segunda denúncia que a Procuradoria irá apresentar contra o presidente da República, Michel Temer. A denúncia poderá ser encaminhada para o Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo em que Temer é acusado de "comprar o silêncio" de Cunha e Funaro.

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Por mais que a delação de Cunha esteja mais avançada que a de Funaro, investigadores avistam um "pessimismo", pois Cunha poderia "faltar com a verdade" e não apresentar tantas informações bombásticas para as investigações. Diferente de Funaro, o ex-operador poderia apresentar provas mais concretas.

Eduardo Cunha poderá apresentar esquemas de propinas [VIDEO] e recebimento de dinheiro a centenas de políticos envolvidos no ato ilícito, chegando até o presidente Michel Temer. Lúcio Funaro também mostrou suas intenções durante seus últimos depoimentos. Funaro já entregou o ex-ministro de Temer, Geddel Vieira Lima, que foi para a cadeia após acusações feitas pelo ex-operador.

Segundo Funaro, Geddel pressionou sua família para que ele não faça mais colaboração premiada com a Justiça. Há também uma declaração do ex-operador de Cunha, que diz que entregou malas recheadas de dinheiro para Funaro. Isso teria acontecido em um aeroporto na cidade de Salvador, capital da Bahia. #PGR