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Nesta quinta-feira (06) foi constatado que o ex-parlamentear Eduardo #cunha (PMDB-RJ) encontra-se bastante interessado em assinar o acordo de delação premiada com os procuradores que integram a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF). Prova disso foram os mais de cem anexos que estão rascunhados pelo peemedebista, o que sugere a rápida efetivação do acordo.

Entenda o ocorrido

Tudo indica que antes mesmo do atual Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, deixar o cargo em setembro, o ex-deputado já tenha concluído a delação, o que provavelmente será uma espécie de explosivo de alto impacto, pois o que se comenta nos bastidores da Operação Lava Jato é que Cunha será a peça que faltava para finalizar o quebra-cabeça.

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Pelo visto, o peemedebista articulou desde a sua prisão (19) a melhor oportunidade para narrar a verdade dos fatos que dizem respeito ao esquema fraudulento de corrupção. Talvez, Cunha tenha esperado para decidir o quanto poderia revelar, ou seja, planejou não prejudicar aliados, inclusive do PMDB.

No entanto, em uma reportagem de autoria do site "Noticias ao minuto" foi constatado a participação de Procuradores que se encontram em dedicação exclusiva aos precedentes que antecedem os acordos e naturalmente, com Eduardo Cunha não seria diferente, afinal, eles facilitam o entrosamento entre o suposto delator e a Justiça.

Acredita-se que os textos que estão em poder de Cunha sejam aproveitados na integralidade do acordo oficial, uma vez que o ex-deputado era um dos parlamentares de grande influência, além de ter sido muito requisitado para demandas digamos ilícitas, conforme apontou a Operação #Lava Jato.

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Diante das circunstâncias, Cunha deverá evidenciar tudo que sabe, e principalmente comprovar o conteúdo, através de documentações ou evidências para que ocorra a validade do benefício. Nesta última quinta-feira (06), foi anunciado pelo presidente da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello Coimbra, que o grupo que reunia peritos investigadores da força-tarefa da PF está em fase final de desmembramento, significa dizer que os agentes estão sendo redistribuídos em outras missões, pois ordens superiores não acolherão a existência de grupo exclusivo, conforme aconteceu com a Operação Lava Jato.

Ademais, mesmo com a dificuldade da PF, o acordo de Cunha está resguardado pela Justiça. Todavia, a hipótese de uma delação do peemedebista desperta a intranquilidade do partido se, por ventura, for citado o presidente #Michel Temer, além de ministros como, por exemplo, Moreira Franco, que atua na pasta da Secretaria Geral e é braço direito de Temer, Eliseu Padilha da Casa Civil e o atual senador da República, Romero Jucá, todos fazem parte da cúpula do PMDB.