O procurador da República e coordenador-geral da força-tarefa da Operação #Lava Jato, Deltan Dallagnol, decidiu se manifestar sobre o que ele classifica que estaria em curso no Brasil, a partir dos diversos casos de #Corrupção envolvendo parcela expressiva da classe política nacional.

De acordo com a avaliação do procurador federal, as reações de políticos que se encontram, de certa forma, "acuados", com base nos desdobramentos das investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, especialmente, no âmbito da Operação Lava Jato, reforçam a ideia de que "grande parcela da classe política estaria, na verdade, à espreita, ou seja, à espera de que ocorra uma boa oportunidade para que essa mesma classe política possa se 'livrar' da prisão", segundo as afirmações do coordenador-geral da Lava Jato.

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A Lava Jato é conduzida, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Três formas para 'enfraquecer' as investigações

De acordo com o procurador Deltan Dallagnol, haveria três formas capitaneadas por uma parcela expressiva de políticos envolvidos nos escândalos de corrupção, para que implementassem uma reação às investigações da força-tarefa da Lava Jato. Essas três maneiras de se "estancar" a operação de combate à corrupção se dariam por intermédio do governo, na tentativa de "enfraquecimento" das instituições que realizam o trabalho de investigação, principalmente da Polícia Federal.

Uma outra forma de tentar reagir contra as investigações seria através de um "constrangimento", por meio de "ataques" ao instrumentos de investigação, como por exemplo, os acordos de colaboração premiada, que são extremamente importantes para que proporcionem o avanço das apurações e, consequentemente, ocasionarem a prisão de vários políticos e empresários envolvidos nas práticas ilícitas.

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Além do mais, uma terceira "reação" da classe política seria a tentativa de "esvaziamento" do conjunto de punições. Pode-se mencionar as propostas de anistia a diversos crimes, como por exemplo, os crimes relacionados à prática de "caixa dois". Segundo Dallagnol, essa última maneira se tentar prejudicar as investigações seria considerada a forma "mais descarada", nas próprias palavras do coordenador-geral da força-tarefa da Lava Jato.

O procurador Deltan Dallagnol fez ainda uma advertência. Segundo ele, deve-se primar para que seja eliminado o foro privilegiado no Brasil. Ele ressaltou ainda que o apoio da população é fundamental para que o escândalo de corrupção da Petrobras não tenha o mesmo destino traçado da Operação Mãos Limpas, na Itália. #Crise no Brasil