A grave crise política que acomete o governo federal, também se refletiu no Poder Judiciário. A "temperatura" política aumentou exponencialmente, a partir do inquérito aberto contra o presidente Temer com grande possibilidade de que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República possa resultar numa autorização à mais alta Corte do país, para que o mandatário seja julgado pelo Plenário. Entretanto, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, proferiu uma decisão "polêmica", em relação a uma solicitação feita por parlamentares de oposição ao governo do presidente da República, #Michel Temer.

Rejeição a pedido da oposição a Michel Temer

Neste domingo (09), a presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), ministra Cármen Lúcia, indeferiu uma solicitação do deputado federal Alessandro Molon, do partido Rede Sustentabilidade do Rio de Janeiro.

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O parlamentar que faz oposição considerada "ferrenha" ao governo do presidente Michel Temer, havia solicitado por meio de um mandado de segurança que o procurador-geral da República Rodrigo Janot tivesse assegurada uma oitiva para que fosse ouvido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados e pudesse explicar os motivos de ter denunciado o presidente Michel Temer, por crimes relacionados à corrupção. A denúncia apresentada pelo chefe do Ministério Público Federal, é somente a primeira.

Nos bastidores e no meio político em Brasília, sustenta-se que o procurador Rodrigo Janot poderá até apresentar mais denúncias contra o mandatário do país. As solicitações do deputado Alessandro Molon, não correspondiam somente à presença de Janot na Comissão de Constituição e Justiça, mas também um pedido que consta como liminar para que fossem realizadas oitivas com os peritos do Instituto Nacional de Criminalística, que foram responsáveis pela análise dos áudios contendo conversas entre o presidente Temer e o empresário goiano Joesley Batista, dono de uma das maiores companhias que vendem carnes processadas no mundo.

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Além de Joesley, a liminar também requisitava a presença do executivo Ricardo Saud, da J&F e o ex-assessor do presidente da República, Rodrigo Rocha Loures. De acordo com o pedido feito pelo deputado Molon, a alegação constava que deve-se garantir o contraditório no processo que envolve Temer, além de se verificar o princípio da igualdade entre as partes, já que a defesa de Temer terá a oportunidade de se pronunciar por duas vezes na CCJ da Câmara dos Deputados. O mandado de segurança delimitava ainda que a participação de testemunhas e da acusação, seriam consideradas essenciais para que se formasse a convicção daqueles que serão responsáveis pela decisão do processo.

Porém, Cármen Lúcia foi clara ao rejeitar o pedido, ao afirmar que essa decisão não representaria uma antecipação de um juízo sobre o mérito da questão apresentada, conforme determinação da ministra Cármen Lúcia. #CármenLúcia