Na última quarta-feira, o ex-presidente Luis Inácio #Lula da Silva (PT) foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, porém somente na noite de sexta-feira, dia 14 de julho, a defesa resolveu reagir e protocolar o primeiro recurso contra o juiz federal #Sergio Moro.

A operação Lava-Jato investigou o apartamento triplex no Guarujá, localizado no litoral de São Paulo, que seria propina paga pela empreiteira OAS em trabalhos realizados na Petobras. O desvio conta com cerca de 87 milhões nos cofres da empresa estatal. A defesa entrou com recurso ao juiz Sergio Moro afim de esclarecer "omissões e contradições" presentes na sentença.

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O processo será julgado em segunda estância e poderá mudar a pena de Lula. A defesa ainda alega que 73 depoimentos em prol do ex-presidente foram simplesmente descartados.

Alguns nomes foram citados, como o do antecessor da presidência da republica Fernando Henrique Cardoso, que afirma que um "presidente não tem como saber de tudo"; Alexandre Padilha, ex-Ministro de Relações Institucionais e da Saúde; Tarso Genro, ex-Ministro da Justiça; Jaques Wagner, ex-Ministro das relações Institucionais; e Henrique Meirelles, atualmente no cargo de ministro da Fazenda, também foram citados pela defesa do ex-presidente.

A investigação

Desde que foi formalizada a denúncia contra Luis Inácio Lula da Silva pelos procuradores da operação Lava-Jato, ela se estendeu por um pouco mais de 9 meses. Ao levantarem a denúncia, acusaram Lula como sendo o "Chefe" responsável por tudo que ocorria na Petrobras e estaria ligado a todos os esquemas de corrupção, na qual teve um rombo de R$ 87 milhões nos cofres da estatal.

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A denúncia alega que Lula recebeu cerca de 3,7 milhões de reais em propina. A maior parcela paga foi o triplex no litoral de São Paulo, custando cerca de R$ 1,1 milhão, avaliados por especialistas. Foram pagos R$ 960 mil em reforma no triplex, com mais R$ 350 mil em móveis planejados escolhidos pela família de Lula. O restante foi pago para uma empresa que foi utilizada para guardar bens do ex-presidente no estado de São Paulo.

Desde que começaram as investigações, Lula negou seu envolvimento em qualquer um dos casos e alegou sofrer com as acusações por seus filhos e netos serem discriminados por estar sendo citado na operação Lava-Jato. O juiz Sergio Moro alegou que "padece do mesmo problema", pois é atacado por apoiadores de Lula. #desefa de lula