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Após a condenação de nove anos e seis meses do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) [VIDEO], proferida pelo juiz federal, Sérgio Moro, nesta última quarta-feira (12), deputados do Partido dos Trabalhadores junto aos advogados de defesa do ex-presidente avaliam todas as possibilidades para impedir a prisão do líder petista.

Ocorre que o parlamentar relator da Reforma Política na comissão especial da Câmara dos Deputados, Vicente Cândido (#PT-SP), enviou uma proposta ao Congresso Nacional que, se por ventura for aprovada, #Lula e outros candidatos não poderão ser preso durante a carência de oito meses que antecede as campanhas eleitorais e, inclusive, a emenda deverá alcançar o próximo pleito em 2018.

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Na oportunidade, o deputado sugeriu que o artigo 236, do Código Eleitoral, fosse totalmente alterado, pois segundo o texto do relator, alongaria o período de liberdade caso houvesse a decretação de prisão. Ou seja, o candidato ao revelar a intenção de concorrer às eleições não poderá ser preso no decorrer dos oito meses antes das eleições, salvo em flagrante delito.

Na verdade, o dispositivo atual permite que o candidato recorra ao privilégio somente os 15 dias que precedem as eleições. Todavia, com a idealização do relator, o impedimento seria considerado logo após a expedição de um novo documento, isto é, um "certificado de habilitação prévia", emitido pela Justiça Eleitoral requerido no mês de fevereiro, o que garantirá a adesão da disputa eleitoral.

Segundo esclarecimentos do jornal "O Estado de S.Paulo" deste sábado (15), a atualização do conteúdo foi vinculado ao parecer do relator sem nenhum constrangimento, ademais, foi disponibilizado no site da Casa na quinta-feira (13), coincidência ou não, um dia após a sentença de Lula [VIDEO], ao ser condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, referente ao caso do tríplex no litoral paulista.

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O autor do projeto revelou que a previsão de votação na Comissão da Reforma Política deverá pautada na primeira de agosto logo após o retorno do recesso parlamentar. A data favorecerá o alcance das eleições de 2018.

A emenda que vem figurando pelos veículos de comunicações como salvo conduto, terá a prerrogativa da criação de documento especial pela Justiça Eleitoral, o qual deverá ser requerido de forma personalíssima, ou seja, pelo candidato participante entre o período de 1º a 28 de fevereiro, do pleito eleitoral.

De posse da documentação do certificado de inscrição, o candidato que incorrer em crime e sofrer condenação durante esse período, será automaticamente absolvido pelo novo dispositivo eleitoral até o segundo dia subsequente à data da eleição. #Eleições 2018