O ano de 1985 representou um marco para a história do #Brasil. Foi a partir desta data que o país se redemocratizou e colocou um ponto final no regime militar. Com o término dos "anos de chumbo", os novos presidentes passaram a ser eleitos pelo voto popular e, evidentemente, começaram a receber análises rigorosas da sociedade civil. Mas, desde então, nenhum presidente da república teve uma avaliação mais baixa quanto Michel #Temer.

O atual presidente brasileiro sofre com a rejeição do público e com a dureza que os números evidenciam. Uma pesquisa divulgada pela CNI/Ibope nesta quinta-feira deixou clara a insatisfação geral quanto à gestão da revista.

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Segundo o novo levantamento, somente 5% aprovam o governo Temer [VIDEO] - há uma substancial queda de cinco pontos em comparação à pesquisa anterior.

Michel Temer, portanto, tem a pior taxa de aprovação entre os presidentes desde a redemocratização feita no ano de 1985. Antes desta pesquisa, quem ostentava o lamentável rótulo era José Sarney, que em 1989 fazia gestão boa ou ótima na avaliação de apenas 7%. Dilma Rousseff, antecessora de Temer, somou apenas 9% de aprovação em 2015, quando já começava a ser sobrevoada pelas nuvens do impeachment.

Ao mesmo tempo, o índice daquelas pessoas que classificam o governo Temer como ruim ou péssimo chegou a 70%. Outros 21% entendem a gestão como regular. A confiança nas ações do peemebista é de somente 10%, enquanto o descrédito chega a incríveis 87%.

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A pesquisa também quis saber dos entrevistados a comparação entre o Brasil de Michel Temer e o de Dilma Rousseff, que comandou o país em um mandato e meio: de 2011 a 2014, e depois de 2015 a agosto de 2016, quando caiu após um demorado e polêmico processo de impeachment. Aqueles que acham que Dilma fez um governo melhor que Temer somam 52%. Já 35% acham idênticos e 11% dão um crédito a Temer.

A pesquisa Ibope é uma das mais tradicionais nesse ramo e serve como um "termômetro" para que os governantes possam avaliar suas gestões. O levantamento divulgado nesta quinta-feira foi feito entre os dias 13 e 16 de julho, com participação de 2 mil pessoas espalhadas por 125 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança estimado em 95%.

Semana decisiva

Os números apresentados nesta quinta-feira representam mais um doloroso golpe a Temer, mas não é o que tira a sua atenção nesse momento. O foco do atual presidente está absolutamente voltado à votação na Câmara dos Deputados na próxima semana, dia 2, quarta-feira, que representará um importante passo do seu mandato e, por consequência, do seu futuro político.

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Fruto da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em que acusa Temer de corrupção passiva a partir da delação dos empresários do Grupo J&F, os deputados se reunirão e irão ao plenário para votar o prosseguimento do processo. A dinâmica de votação é semelhante ao que ocorreu no impeachment de Dilma. Para validar a sequência da ação, e levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF), são necessários dois terços dos votos da Casa, o que representa 342 votos de um total de 531.

Ciente do momento decisivo que vive, o presidente Michel Temer tem concentrado os seus esforços em convencer os deputados indecisos a votar favoravelmente ao governo. Ele tem ligado individualmente a cada um dos parlamentares para apresentar os seus argumentos de defesa e pedir apoio. Confiante, o Planalto quer chegar ao dia da votação com a certeza de no mínimo 300 votos a favor. Ministros em exercício serão liberados a reocupar a cadeira na Câmara para também votarem contra a denúncia da PGR.