Após a autorização do desembargador do Tribunal Regional Federal, Ney Bello, para que o ex-ministro #Geddel Vieira Lima pudesse cumprir sua pena em prisão domiciliar, o #Ministério Público fez um novo pedido a Justiça Federal para que fosse aumentada a pena do ex-ministro.

Geddel está preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O Ministério Público apresentou, em documentos, outros crimes praticados pelo ex-ministro Geddel, como o de exploração de prestígio, em um novo depoimento prestado por Lúcio Funaro.

Foi determinado pelo embargador que Geddel não poderia ter nenhum tipo de contato com outros investigados, caso ele deixe a prisão, e que deve usar tornozeleira eletrônica.

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O MPF reafirma que Geddel estaria agindo para impedir que Lúcio Funaro firme acordo de colaboração com o Ministério Público. Para isso, “monitora” o comportamento de Funaro e de sua mulher, Raquel Pitta, para constrangê-lo a não fechar a delação premiada.

Segundo o Ministério Público, Funaro, na sua audiência de custódia, depois de sua prisão, que foi feita no ano passado, o ex-ministro fez uma reclamação sobre a troca de advogados do doleiro, afirmando que, com a participação de uma nova advogada, “ficaria ruim para o Juiz”.

Essa parte do depoimento foi analisada no contexto dos fatos e chegaram a conclusão de que o “juiz” se referia ao magistrado, ou seja, membro do poder judiciário. Então, não se sabe nesse contexto o tanto de influência que pode ter sido aplicada ao Poder Judiciário, sobre a conduta penal de exploração de prestígio, e não se sabe a qual magistrado o ex-ministro pode ter exercido as influências, que pode ser da décima Vara Federal ou da Turma Julgadora de processos da operação, ou ate mesmo da Corte superior, segundo os procuradores que fizeram o pedido.

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Geddel ex-vice-presidente da Caixa

O ex-ministro Geddel foi vice-presidente de pessoa jurídica na Caixa Econômica Federal nos anos de 2011 a 2013 durante o governo de Dilma Rousseff. Segundo as investigações, a influência sobre a instituição financeira começou depois que o presidente Michel Temer assumiu no lugar de Dilma no ano 2016.

O ex-deputado Geddel era um dos maiores nomes do partido PMDB, mais pediu demissão, no ano passado, depois que ter sido suspeito de estar pressionando o ministro da cultura, Marcelo Calero, para liberar empreendimento imobiliário na Bahia. Geddel negou as acusações e, mesmo assim, pediu a saída do cargo na Caixa.

Depois da prisão de seu colega na esplanada, Marcelo Calero escreveu nas redes sociais que seu sonho é de um dia ver todos os desonestos reponderem por seus atos, sem citações de nomes.