A grave crise política que envolve o governo do presidente da República #Michel Temer, já alcança contornos que elevam a "tensão" no Palácio do Planalto e também reflete intensamente sobre o acordo de colaboração premiada entre o empresário goiano Joesley Batista, líder no Brasil no comércio de carnes, além da Procuradoria-Geral da República, que encontra-se sob a condução do procurador Rodrigo Janot, até meados do mês de setembro, quando se encerra o seu mandato a frente da corporação.

'Riscos' ao acordo de colaboração de Joesley

A defesa do presidente Michel Temer, sob o comando do advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, foi contundente ao afirmar que não haveria provas que relacionem o recebimento de propinas por parte do presidente da República, ou mesmo, qualquer tipo de vantagem que fosse considerada indevida a executivos da empresa #JBS, do empresário Joesley Batista, um dos sócios majoritários da companhia.

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Nesta quarta-feira (05), ao entregar um relatório à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, os defensores do mandatário do país, argumentaram ainda que inexistiriam provas de que o dinheiro que fora entregue ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, pudesse em algum momento ser atribuído ou ainda repassado ao presidente Michel Temer.

O advogado do presidente da República, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, indagou ainda se o presidente Temer estaria sendo acusado pela Procuradoria-Geral da República, pelo simples fato de ele ter Rodrigo Rocha Loures como um homem de sua total confiança ou ainda o presidente estaria sendo denunciado por ele tão somente ter tido um 'encontro secreto e noturno' com o empresário Joesley Batista, segundo questionamento da defesa.

De acordo com a explanação de seu relatório na Câmara dos Deputados, o advogado Mariz de Oliveira concluiu que todas as acusações contra seu cliente, seriam nada mais do que ilações, as afirmações respectivas ao encontro entre Rodrigo Loures e Joesley Batista, posteriormente ao encontro ocorrido entre o empresário e o presidente Temer, cujos desdobramentos culminaram na tão falada conversa no Palácio do Jaburu.

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A defesa do presidente argumentou ainda que o áudio das gravações da conversa entre o presidente e Joesley não pode ser considerado válido, pois incorre em indícios fortes de que teria sido editado, além de várias interrupções, justamente em momentos importantes do diálogo. Maria sustenta ainda que baseado no laudo do perito Ricardo Molina, contratado pela defesa de Temer, não seria possível atestar que a gravação não teria sido editada, de forma proposital posteriormente. #Corrupção