Em mais uma atitude precipitada, o prefeito João Doria anunciou na última quinta-feira (20) que a ex-jogadora e campeã mundial de basquete, Magic Paula, seria madrinha de um projeto da #prefeitura de São Paulo para implantar 12 quadras de basquete. O prefeito só se esqueceu de um pequeno detalhe: avisar a ex-atleta, que parece não ter gostado e demonstrou isso com uma resposta dura nas redes sociais.

Em uma postagem longa, chamada de 'textão' pelos internautas, #Magic Paula demonstrou que não gostou nem um pouco da atitude do prefeito. “Gostaria de esclarecer que não fui consultada previamente sobre o assunto e que em nenhum momento fiz parte da elaboração deste projeto.

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Minha colaboração em relação à cidade de São Paulo tem sido a minha participação no Conselho Gestor da Secretaria Municipal de Esportes. Entendo que minha participação no Conselho seja contribuir para os programas que desenvolvam a atividade física como promoção de saúde e qualidade de vida. A estas políticas públicas desejo sucesso, mas reforço que sempre procurei participar previamente do planejamento das ações onde participei da execução ou da divulgação. Não seria diferente agora."

Resumindo, Magic Paula deixou claro que, em nenhum momento, teve conhecimento do projeto e que seria “madrinha” do mesmo.

Para tentar corrigir mais um ato falho, após a publicação de Magic Paula, a prefeitura divulgou uma nota em que afirma que quis fazer uma homenagem a ex-atleta e que o prefeito Doria e o Secretário de Esportes da cidade vão conversar com ela nos próximos dias.

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Apesar de Magic Paula trabalhar no Conselho Gestor da Secretaria Municipal de Esportes da cidade, nem o prefeito ou alguém ligado a ele entrou em contato para consultar se ela queria participar do projeto ou, ao menos, aceitar que seu nome fosse utilizado.

Atitudes precipitadas de Doria não são novidade

As marcas do começo da gestão Doria são algumas atitudes precipitadas. A mais grave ocorreu no caso da 'Cracolândia', região abandonada para usuários de drogas, quando, de maneira intempestiva e passando por cima do que vinha sendo conversado com outros órgãos, o prefeito decidiu invadir o local e quase causar uma tragédia. Segundo especialistas, a atitude gravou o problema, pois traficantes e viciados, que antes se concentravam em um local, se espalharam por quase 20. A ação foi condenada por diversos organismos nacionais e internacionais, e até mesmo por aliados, pois a secretária municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Patrícia Bezerra, pediu demissão por não concordar com a atitude.

Antes mesmo de assumir a prefeitura, João Doria se precipitou e anunciou que o muralista Eduardo Kobra seria o coordenador de um programa voltado ao grafite. Poucas horas depois, o próprio Kobra desmentiu o prefeito e disse que havia sido consultado, porém não assumiu qualquer compromisso. #JoãoDória