A crise política que atingiu em cheio o governo do presidente da República, #Michel Temer, alcançou um novo patamar em se tratando da elevada "temperatura" política em Brasília. O mandatário do país vê a cada dia o seu cargo mais "ameaçado" com a denúncia de corrupção formulada pela Procuradoria-Geral da República, cuja análise está sendo realizada na Comissão de Constituição e Justiça da #Câmara dos Deputados.

No último domingo (9), o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez várias articulações em reuniões políticas com a base de sustentação do governo Temer. Nos bastidores, no entanto, Maia confidenciou que a situação do presidente Michel Temer seria muito complicada e chegou a traçar um cenário em que trata a queda do mandatário do país como algo "irreversível".

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Vale ressaltar que o presidente da Câmara dos Deputados é o sucessor direto em caso de ocorrer o afastamento e, consequentemente, a derrocada do governo de Michel Temer. O próprio deputado Rodrigo Maia afirmou a interlocutores que teria dito ao presidente Temer que ele até poderia "sobreviver" à votação da primeira denúncia no Plenário da Câmara dos Deputados, porém, assim que chegasse a segunda denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a grande probabilidade é que Temer sucumbisse.

Reuniões 'privadas'

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, teria se queixado a respeito dos questionamentos à lealdade que tem para com Temer proveniente de aliados do presidente da República. Relatos deram conta que, logo após Rodrigo Maia se reunir com o presidente Temer, ele teria se dirigido em um carro descaracterizado até a residência, em bairro nobre de Brasília, do vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, Paulo Tonet.

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Uma equipe de reportagem do jornal Folha de S.Paulo chegou a relatar que conseguiu chegar à residência pouco tempo depois e chegou a ser interpelada por um dos seguranças da residência do alto funcionário do Grupo Globo, que questionou qual o motivo de a imprensa estar no local. Passados pouco mais de 15 minutos, um segundo segurança da residência foi contundente ao indagar a equipe de reportagem do jornal Folha de São Paulo, que "o vice-presidente da Globo queria saber quem estava lá e para quem trabalhava".

Além de Rodrigo Maia, outros políticos estavam no local. Um dos fatos mais intrigantes é que os políticos chegaram por meio de automóveis que não possuíam placa oficial e após passarem todo o dia na casa, só saíram à noite. Outra situação inusitada é que, ao saírem, os motoristas tiveram a orientação de entrarem na garagem da residência para que os passageiros embarcassem com os portões fechados. #TV Globo