Na noite desta terça-feira (4), foi realizado um evento em Curitiba, na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), com a presença de cinco procuradores da força-tarefa da Operação #Lava Jato: #Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberto Pozzobon, Athayde Ribeiro Costa e Jerusa Burmann Vieceli. O evento abordou o seguinte tema: Operação Lava Jato - Passado, Presente e Futuro.

O local estava lotado e a apresentação ficou por conta de Rodrigo Chemin, promotor de Justiça e autor do livro Operação Mãos Limpas. O dinheiro arrecadado no evento será destinado para a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Curitiba.

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Os procuradores pediram que o povo apoiasse com mais firmeza a Lava Jato, pois uma forte pressão existe em torno daqueles que querem o fim da operação para se livrarem de suas punições. O número de políticos interessados com o fracasso da operação é enorme e o povo é a única ‘’arma’’ dos investigadores contra os corruptos.

Fala comovente

Num determinado momento da palestra, o procurador Deltan Dallagnol fez uma menção especial a Rosângela Wolff #Moro, mulher do juiz federal Sérgio Moro, que estava presente no evento. Dallagnol falou das dificuldades que é não ter o marido por perto diante da luta que ele (Sérgio Moro) está tendo para combater a corrupção e proporcionar um país mais digno para todos. "Vendo você, lembro da minha esposa", disse ele.

São dias, as vezes longe da esposa, para poder trabalhar em fortes investigações e ainda serem vítimas de corruptos que não querem perder o poder, como é o caso mais recente do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que está sendo processado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter postado em rede social os seus pensamentos sobre a corrupção e teria citado Lula.

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Deltan Dallagnol reforçou o compromisso e a seriedade que o juiz Sérgio Moro conduz a Lava Jato em favor de novas e melhores expectativas de vida para a sociedade.

Apoio do povo

Todos os procuradores falaram da importância do apoio do povo para a operação não fracassar. De acordo com Lima, existiam muitos grupos de apoio à força-tarefa, mas também muitos interesses por trás.

Essas pessoas pensavam que os únicos que seriam alvos da Lava Jato seriam os políticos do PT, mas quando a operação se expandiu, "os interesseiros" acabaram preferindo abandonar o apoio dado nas investigações. Na opinião dos procuradores, a Lava Jato vive sob o risco a todo momento, pois é um grande obstáculo contra os poderosos.