No dia 26 de junho, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin uma #denúncia contra o presidente da República, #Michel Temer, por crime de corrupção ativa. Este é um fato totalmente novo na democracia atual brasileira e trouxe enormes repercussões no Brasil e no mundo.

Ao contrário de um processo de impeachment, que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu o segundo da história do país, o fato de um presidente da República ter sido denunciado por uma autoridade do Ministério Público Federal é inédito na história brasileira.

Como está história começou?

Tudo começou em abril passado, quando houve a divulgação de um acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS.

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Esta denúncia veio como uma bomba em todas as esferas de poder, causando um súbito e inédito silêncio por parte das autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Com estes fatores é que a denúncia foi recebida pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Desde então, todos os partidos da base aliada vem trabalhando de forma árdua para a anulação e arquivamento do processo contra o presidente da República.

Atualmente, o que existe é uma guerra de manobras e discursos tanto de opositores como de apoiadores de Michel Temer. Uma destas manobras consiste na mudança de membros da Comissão de Constituição e Justiça para se conseguir votos para livrar o presidente da denúncia. Outra manobra é a tentativa de prolongar este processo por mais tempo.

É exatamente com este clima que os deputados iniciam agora uma série de discursos e debates na CCJ.

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Na sequência, irão então proferir os votos. Nenhum membro da comissão revelou ter algum posicionamento a respeito da aprovação ou não do parecer que recomenda a admissibilidade da denúncia.

Embora a votação na comissão seja uma votação meramente simbólica, pois de qualquer maneira a denuncia irá a plenário e terá que ser os próprios deputados que irão tomar uma decisão a respeito da admissibilidade ou não da denúncia, politicamente falando, para o governo é altamente necessário e prioritário obter uma vitória já na CCJ para poder conseguir mais votos para a rejeição da denúncia em plenário.

Em termos de plenário, ainda não existe uma definição que seja o suficientemente clara de quantos votos a favor ou mesmo contra se terá quando a denúncia for colocada em votação, mas se sabe que está disputa será páreo duro para os dois lados. #CrisePolítica