A filha de #Eduardo Cunha, que foi ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual presidiário do Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná, Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, entrou com um pedido através de seus advogados para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

A filha de Cunha deseja realizar uma #Viagem internacional e para isso precisa de passaporte. Como é uma das investigadas pela Lava Jato, seu passaporte estava retido, impossibilitando a moça de usufruir de viagens. Danielle quer que Moro libere seu passaporte para uma viagem que será realizada ainda este ano. Segundo Danielle, para fins profissionais.

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Os advogados da moça escreveram que a denúncia que circulou contra ela aconteceu no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito no Supremo também investiga a madrasta de Danielle e atual mulher de Cunha, a jornalista Claudia Cordeiro Cruz. Na época, o inquérito foi instaurado por ordem do ministro Teori Zavascki, no dia 11 de março de 2016.

A defesa de Danielle afirmou que o inquérito apenas foi instaurado por causa de contas de cartão de crédito que ela tinha vinculada a uma conta estrangeira pertencente a sua madrasta. No andamento das investigações, Claudia Cruz foi acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, porém o juiz Sérgio Moro a absolveu.

Moro atribuiu falta de provas para comprovar que Claudia Cruz agia como dolo, a sua conta na Suíça continha US$ 1 milhão e o dinheiro seria de propinas que Eduardo Cunha recebia com seus atos ilícitos.

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Os advogados de Danielle Dytz afirmaram que em meio as investigações, a moça concedeu seu passaporte para mostrar disponibilidade para esclarecer quaisquer dúvidas da Justiça. A filha de Cunha deu esclarecimentos para a procuradoria da República do Paraná e acabou não sendo denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Propina

Em meio as investigações da Polícia Federal, foi constatado que o casamento da filha de Cunha, Danielle, foi pago com propina que o pai recebia. Ao total, foram gastos cerca de R$ 267,38 mil em uma festa que aconteceu no Copacabana Palace, Rio de Janeiro.O tradicional hotel carioca tem suítes que podem chegar ao valor de R$ 14 mil.

A força-tarefa da Lava Jato determinou que o dinheiro era público e vinha de atos ilícitos de seu Cunha. O dinheiro da festa foi depositado em forma fracionada e sem identificação do depositante, os pagamentos foram feitos em dinheiro. #Corrupção