Na próxima quarta-feira , dia 2 de agosto, às 09h da manhã, todos os olhares estarão voltados para a sessão que vota pela aceitação ou não do andamento das investigações que envolvem o #Presidente Michel #Temer.

A denúncia contra Temer

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, acusa o presidente de ter recebido propina no valor de R$ 500 mil reais pagos em espécie, através do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. O montante seria oriundo da JBS, empresa dos irmãos Wesley e Joesley, responsáveis pelos pagamentos de esquemas e compras de privilégios que fizeram a empresa crescer vertiginosamente na última década. O flagrante foi filmado durante operação da Polícia Federal.

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Defesa de Temer

Embora as provas sejam consistentes, a defesa de Michel Temer apela para a desconstrução da acusação, afirmando que tudo não passa de uma história fictícia. Antônio Cláudio Mariz de Oliveira é o advogado que assina a defesa e opta por tratar a acusação como fundada em suposições e hipóteses.

Votação da denúncia

A sessão começa a partir da presença registrada do 51° deputado e com 52 se inicia a ordem do dia. Tudo indica que Michel Temer acompanhará a votação do Palácio do Planalto. A lei prevê o direito do presidente dividir o tempo de discurso com o advogado de defesa, mas, neste caso, o acusado não comparecerá à sessão.

A ordem de votação será a mesma do processo de cassação da ex-presidente Dilma Rousseff, respeitando ordem alfabética e divididos por regiões.

A expectativa é de que a sessão se estenda até a madrugada visto que cada deputado terá direito a 5 minutos de discurso, além dos procedimentos iniciais de leitura do parecer e discussões.

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Segundo o presidente da câmara Rodrigo Maia, os esforços serão para que nada atrapalhe o andamento da sessão e a questão saia da pauta e possam dar continuidade na agenda de reformas.

O que muda com a condenação

Se dois terços dos deputados votarem pela aceitação da denúncia, o processo se encaminha para os ministros do Supremo Tribunal Federal que decidem em maioria simples se o presidente vira réu. Caso assim seja, Temer é afastado por 180 dias e quem assume a presidência é Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Se condenado, a Constituição Federal prevê uma eleição indireta, pela Câmara dos Deputados, para decidir quem assume a cadeira até o fim do mandato, em 2018.

Novas denúncias

Nesta semana, a revista Época divulga uma matéria especial sobre novas provas oferecidas pela JBS em delação, que incriminam o peemedebista e outros políticos de diversos partidos. São recibos e planilhas que somam bilhões e podem agravar ainda mais a crise política.