A sessão extraordinária para a votação da proposta de reforma trabalhista durou pouco mais de uma hora, pois o presidente do Senado, Eunício Oliveira, resolveu suspender a votação por um período indeterminado e para ter certeza que não teria mesmo votação, ele ordenou que fosse desligado não só os microfones, como também a luz do plenário.

A confusão toda começou quando a senadora Fátima Bezerra, do PT-RN, não quis se levantar do assento da presidência, para que Eunício pudesse se sentar. Revoltado, o presidente do Senado surpreendeu a todos com a decisão radical, deixando o plenário no escuro.

Eunício já tinha dito na última semana que os debates da matéria já tinham sido concluídos, mesmo assim, teve início uma sessão extraordinária, que começou exatamente às 11 horas, estando presente quase que somente os senadores de oposição, que ficaram se revezando na tribuna.

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Cada um deles fazia um breve discursos contra a proposta.

Cármem Lúcia, presidente do STF - Supremo Tribunal Federal, negou nesta última segunda-feira (10), a solicitação para que a sessão fosse suspensa.

O presidente do Senado acabou deixando o plenário, mas antes fez uma declaração que deixou o clima ainda mais tenso, dizendo que a votação só teria continuação quando a 'ditadura permitir'.

A tropa de choque da Polícia Militar de Brasília já tomou conta de praticamente todo prédio do Senado, de forma que apenas os parlamentares têm acesso ao local, assim como os servidores e pessoas autorizadas.

A versão final desta proposta ficou disponível para votação depois de 2 meses e meio de ter tramitado no Senado e o projeto precisa ter a maioria simples para conseguir aprovação, ou seja, pelo menos metade mais um dos senadores que se fizerem presentes à sessão.

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As alterações, de acordo com o texto, entram em vigor em 120 dias depois que for publicado no Diário Oficial da União e especialistas acreditam que deverá ser aprovada sem alterações, de forma que tenha validade a partir do próximo mês de novembro.

Centrais Sindicais se reuniram em frente ao Congresso para protestarem contra a reforma trabalhista. Mais de 10 entidades assinaram nesta última segunda-feira (10), uma carta, condenando a reforma trabalhista. Entre as entidades envolvidas nesta carta estão a ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, entre outras instituições. #Política #Crise no Brasil #Senado Federal